Gestão escolar Archives - Studos

Como usar o Youtube na educação

A ferramenta passou a ser um recurso importante para complementar as aulas do ensino remoto durante a quarentena.

O Youtube é uma das plataformas de vídeo mais acessadas em todo o mundo. Só no Brasil, mais de 105 milhões de pessoas acessam a plataforma mensalmente. Com a pandemia, a sua popularidade aumentou ainda mais: segundo a Pesquisa ComScore VideoMetrix que comparou os acessos de julho de 2020 com o mesmo período do ano anterior, 91% dos usuários afirmaram ter aumentado seu tempo de uso do Youtube.

A educação foi um dos setores que ampliou o uso dos conteúdos disponibilizados na plataforma depois do fechamento das escolas em março de 2020. Para complementar as aulas do ensino remoto, muitos professores recorreram aos canais dos “edutubers”: educadores que ensinam conteúdos e oferecem videoaulas no Youtube.

Quer entender as vantagens de utilizar o Youtube como ferramenta educacional? Veja nesse artigo como usar a ferramenta na educação, saiba como criar um canal educacional e conheça 5 projetos para se inspirar.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Porque e como usar o Youtube na educação

2 → Como criar um canal educacional

3 → 5 Canais educacionais para seguir e se inspirar

1 → Porque e como usar o Youtube na educação

Quem é professor sabe que prender a atenção dos alunos é cada vez mais difícil. Em uma realidade de ensino remoto, onde é impossível ter qualquer controle, a tarefa se torna quase impossível. A saída encontrada por muitos educadores acaba sendo aliar-se à tecnologia ao invés de proibir o uso.

Já que plataformas como o Youtube fazem parte do dia a dia dos alunos, elas podem servir como um estímulo para o estudo. Confira alguns motivos para investir no recurso:

1 – Tenha todos os vídeos em um só lugar: com um perfil de usuário na plataforma, você pode organizar playlists de vídeos relacionados aos temas discutidos em aula que ajudam a complementar as explicações e trazem novas perspectivas sobre um mesmo tema. A principal vantagem de montar playlists é que os vídeos são reproduzidos automaticamente, sem a interferência de vídeos recomendados.

2 – Selecione vídeos para ajudar alunos com dificuldade: na rotina corrida de sala de aula, nem sempre é possível dedicar o tempo que gostaríamos para os alunos com maior dificuldade. Por isso, os conteúdos que eles ainda não dominam acabam sendo um empecilho para o processo de aprendizagem. Fazer uma curadoria de vídeos que ajudem esses alunos é uma forma de complementar o reforço escolar e testar uma nova didática e formas de abordagem dos conteúdos que talvez funcionem melhor para eles.

3 – Estimule os alunos a explorarem assuntos do seu interesse: a partir das suas seleções de vídeos, os alunos também têm a oportunidade de aprofundarem a busca por conteúdos sobre os quais eles tenham interesse. A sua curadoria é importante para filtrar conteúdos que realmente são relevantes e confiáveis. Afinal, o Youtube é uma plataforma disponível para qualquer pessoa postar seus conteúdos, então nem todos os vídeos serão de qualidade.

4 – Incentive os alunos a produzirem conteúdo: essa é uma geração que já nasceu conectada, e isso pode ser usado ao seu favor. Os vídeos podem ser um recurso interessante para trabalhar a oralidade, a capacidade argumentativa, a assimilação dos conteúdos e a participação mais ativa. Proponha projetos como apresentação de seminários, histórias curtas, “telejornais”, etc.. Antes de postar os vídeos no Youtube, no entanto, é necessária a autorização dos pais. Também é possível organizar os vídeos em playlists não listadas, visíveis apenas para quem tem o link.

2 → Como criar um canal educacional

Assim como você pode utilizar vídeos de outros produtores de conteúdo para suas aulas, você também pode querer criar o seu próprio canal educacional. Para saber como começar, confira abaixo algumas dicas:

1 – Defina sua audiência

Para quem serão suas aulas? Para crianças do Ensino Fundamental I ou para adolescentes do Ensino Médio? Será um conteúdo inicial ou eles já devem ter algum domínio da matéria? Saber qual público você quer atingir é importante para definir seus conteúdos, a forma de abordagem e as referências nas quais você pode se inspirar.

2 – Defina quais assuntos você irá abordar

Quando a sua audiência já está definida, fica mais fácil delimitar os assuntos que você vai abordar. Você pode focar em uma matéria específica assim como pode trabalhar diversos conteúdos de forma interdisciplinar. Se você acha que pode ensinar um conteúdo de uma forma única e que diferencie o seu canal dos tantos outros que já existem por aí, vá em frente.

3 – Faça roteiros dos seus vídeos

Gravar um vídeo para o youtube não é o mesmo que dar aula de forma remota. Os vídeos precisam ser dinâmicos e interessantes para capturar a atenção dos espectadores logo de cara. Se a sua audiência for de jovens acostumados com vídeos cada vez mais curtos, eles certamente vão desistir de assistir se não forem atraídos logo nos primeiros segundos. Fazer roteiros dos vídeos, mesmo que sejam tópicos sem muito detalhamento, ajudará você a se manter dentro do assunto e a ter mais confiança na hora de gravar.

3 → 5 Canais educacionais para seguir e se inspirar

Fãs da mente: canal com conteúdo de ciências, história e matemática para ensino fundamental.

Nerdologia: canal que explora o mundo da ciência misturando o lúdico com o científico.

Manual do Mundo: esse é o segundo maior canal de ciência e tecnologia do mundo e ensina física e química através de experiências, pegadinhas e “mágicas”.

Maritaca: um programa de rádio com contação de histórias para crianças de 2 a 10 anos que estimula a imaginação e desperta o interesse pela leitura.

Matemática com Procópio: o canal se destina a ensinar matemática para um público amplo, desde ensino fundamental até ensino superior e concursos públicos.

Bônus:

YouTube Edu: esse projeto é resultado de uma parceria entre a Fundação Lemann e o Google e traz conteúdos educacionais gratuitos e de qualidade para professores, gestores e alunos.

Leia também:

Descubra como motivar os alunos desinteressados

Desempenho de aulas: como melhorar resultados na sala

Tecnologia em sala de aula. Por onde começar?

Como organizar uma reunião de pais bem-sucedida

A reunião de pais é o momento de engajamento entre família e escola, e o seu sucesso reflete diretamente no desempenho dos alunos.

A reunião de pais e professores é um dos principais momentos de integração entre a escola e a família, certo? Bem, na prática nem sempre é assim. Dependendo de como a reunião é planejada e conduzida, são grandes as chances de os pais e responsáveis julgarem o evento como chato e improdutivo.

Tornar estes encontros atrativos é um desafio que precisa ser superado pelo bem do aluno. É a partir das reuniões periódicas que se estabelece um diálogo entre professores e responsáveis a fim de que problemas sejam superados e dúvidas sejam sanadas. Quando isso não acontece, a frustração surge, assim como a insatisfação com a instituição.

Você sabe organizar uma reunião produtiva? Todos os participantes entendem o seu papel no encontro? Os pais reconhecem a importância de participarem desse momento?

Confira neste artigo algumas dicas para organizar reuniões de pais bem-sucedidas.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Comunicação

2 → Interação

3 → Definição de papéis

4 → Contrapartidas

5 → Pais apoiadores

1 → Comunicação

Uma reunião de pais e professores já começa antes do dia marcado. Planejar o comunicado sobre o encontro é uma parte importante do processo e vai além do simples aviso sobre data, local e horário.

O convite precisa ser enviado com antecedência para que os responsáveis consigam se organizar para comparecer. É importante que a escola busque meios de garantir que todos os pais sejam avisados e não contar apenas com bilhetes entregues pelos alunos ou e-mails que podem não ser visualizados a tempo. Se a escola conta com recursos como grupos de whatsapp, talvez essa ferramenta possa ser utilizada para avisar com antecedência e reforçar o convite mais perto da data.

É essencial que o comunicado contenha a pauta sugerida para a reunião, com todos os assuntos que serão abordados. Assim, os pais já alinham suas expectativas e podem ter abertura para sugerir assuntos que precisam ser discutidos e não constam na pauta. Se julgar necessário, lembre os pais de que não haverá tempo para falar sobre cada criança individualmente, mas que há espaço para isso nas reuniões periódicas agendadas ao longo do ano.

2 → Interação

Esse é o momento de despertar o interesse da família em relação à vida escolar dos alunos, portanto a forma como a reunião é guiada faz toda a diferença.

Além da pauta que já foi enviada no comunicado, é importante que seja definido um roteiro para conduzir o encontro. Isso ajuda professores, coordenadores e demais funcionários que participam da reunião a manterem o foco e não se esquecerem de abordar assuntos importantes.

Dependendo da dinâmica adotada, é possível dividir a reunião. Em um momento inicial mais geral, diretores e coordenadores assumem a fala e esclarecem questões referentes a diretrizes pedagógicas, mudanças e melhorias para a escola e os desafios enfrentados atualmente. Já em um segundo momento, a reunião pode ser coordenada pelos professores, com foco geral em cada turma.

A objetividade dessas reuniões também é essencial: quando são prolixas, longas demais ou com pautas confusas, elas acabam afastando as famílias ao invés de aproximá-las. É importante lembrar que a rotina de todos nós é cada vez mais corrida, então um encontro improdutivo pode acabar desmotivando a participação no próximo.

3 → Definição de papéis

Você já se perguntou se todos os envolvidos na reunião sabem qual é o seu papel? Pode parecer algo óbvio, mas não é. Definir papéis não é uma forma de reprimir ninguém, mas sim de tornar o encontro mais produtivo e de evitar frustrações.

Grande parte da reunião vai estar centrada na figura dos docentes e coordenadores, que abrem e encerram as pautas, propõem discussões e respondem perguntas. O papel dos pais, no entanto, não deve ser de participantes passivos: eles também devem estar cientes de que têm seu lugar de fala e que são importantes para a construção conjunta.

Muitos pais podem se sentir inseguros e ansiosos, principalmente nas primeiras reuniões, então é importante que os professores passem segurança e realmente ouçam o que eles têm a dizer (afinal, é a educação e o futuro de seus filhos que estão em jogo).

4 → Contrapartidas

Este encontro também é o momento de deixar claro para os pais e responsáveis que a  aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a família trabalharem juntos. Portanto, assim como a reunião começa já no envio dos convites, ela também deve continuar repercutindo na rotina familiar depois que acaba.

É importante estimular os pais a conversarem com as crianças depois da reunião e colocarem em prática as orientações sugeridas pelos professores. Deixar clara a periodicidade dos encontros também é importante para que um compromisso se crie entre a família e a escola.

5 → Pais apoiadores

Por fim, nunca é demais enfatizar a importância que a presença de pais e responsáveis tem na vida escolar das crianças e dos jovens. A escola é um pilar importante para a educação, mas ele não é o único e a família precisa estar ciente do seu papel. Quando ela participa de forma ativa do processo educacional, o desempenho dos alunos é superior.

Instrua os pais e responsáveis a perguntar para as crianças como foi o seu dia na escola, a incentivar a leitura e a acompanhar o dever de casa e as atividades no caderno. São ações simples, mas quando a criança percebe o interesse genuíno ela tem um incentivo a mais para se esforçar

→ O impacto positivo no desempenho escolar deixa os pais mais satisfeitos.

→ A satisfação gera mais envolvimento e o trabalho flui mais fácil.

→ Quando o trabalho flui fácil, a retenção de alunos aumenta.

E as reuniões de pais são o combustível para que essa roda nunca pare de girar.

Leia também:

Desempenho de aulas: como melhorar resultados na sala

Reprovação escolar: tudo que você deve saber

Autoestima nos estudos: Não deixe a peteca cair!

Conheça a teoria de Vygotsky, o teórico do ensino como processo social

Para o psicólogo, as relações sociais são fundamentais para o desenvolvimento cognitivo do aluno.

Como em todas as áreas do conhecimento, na educação temos diversas teorias que ajudam a guiar o processo de ensino-aprendizagem conduzido nas escolas. Dentre os estudos mais conhecidos, o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) tem a sua teoria como uma das mais discutidas na pedagogia contemporânea.

Para Vygotsky, a interação com o meio está diretamente ligada ao nosso desenvolvimento cognitivo. Em outras palavras, o desenvolvimento acontece de fora para dentro, a partir do momento em que a criança internaliza suas interações com o ambiente e com outros indivíduos.

Conheça mais sobre a teoria de Vygotsky neste artigo e entenda como ela pode ser aplicada na educação.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → O que diz a teoría de Vygotsky

2 → Como aplicar a teoria na educação

1 → O que diz a teoria de Vygotsky

Essa é uma teoria sociointeracionista, ou seja, aponta a importância da interação do indivíduo com o meio. Dessa forma, é o contato com o ambiente, o convívio com outras pessoas e suas influências culturais que farão com que o indivíduo se desenvolva.

Vygotsky rejeitava tanto a ideia de que o indivíduo já nasce com as características que irá desenvolver ao longo da vida quanto a de que o homem é um produto do meio. Para ele, o homem modifica o ambiente e o ambiente modifica o homem.

Segundo o teórico, todos nós nascemos com funções psicológicas elementares, e são nossas experiências e interações que nos permitem aprimorá-las. A partir daí, nos tornamos aptos a desenvolver um comportamento consciente e planejado, com pensamentos abstratos e ações propositais.

A teoria também destaca a linguagem como o nosso principal instrumento de representação simbólica. É a partir dela que conseguimos interagir, nos comunicar e nos fazer entender — e mesmo ela só é desenvolvida com o aprendizado. Ainda que tenhamos condições biológicas de falar desde o nascimento, só conseguimos ter consciência e discernimento sobre a fala quando aprendemos com os membros da comunidade.

E como tudo isso se encaixa em nosso contexto atual?

2020, sem dúvida, não foi um ano fácil para a educação. As interações e o contato que as crianças tinham (ou começariam a ter) com seus professores e colegas precisaram ser drasticamente modificados. Isso sem dúvida se reflete no aprendizado e na compreensão de mundo desses indivíduos. Afinal, é no ambiente escolar que começamos a associar nossas ações com o ambiente no qual estamos inseridos. E o professor, em seu papel de mediador, tem participação fundamental nesse processo.

2 → Como aplicar a teoria na educação 

Segundo Vygotsky, a criança precisa ser estimulada por atividades específicas para que haja o aprendizado, tendo a escola como esse espaço de vivência e o educador como elo entre aluno e conhecimento disponível.

O principal papel do professor é saber identificar a capacidade que cada aluno tem de fazer algo sozinho e o que ele tem potencial de aprender. O caminho entre essas duas habilidades é o que Vygotsky chama de zona de desenvolvimento proximal, um de seus principais conceitos. O educador, portanto, deve achar meios de explorar esse potencial de aprendizado a partir do cotidiano da criança, promovendo avanços que não aconteceriam sem a sua mediação.

Aqui é importante estar atento à capacidade de cada aluno. O estímulo deve ser suficiente para que ela atinja níveis de compreensão que ela ainda não domina, mas sem ultrapassar os seus limites pessoais para que ela não se sinta inferior ou incapaz de aprender. O contrário também é válido: com o ensino de algo que a criança já domina vem o desinteresse e a desmotivação.

Veja exemplos de como aplicar a teoria na rotina de sala de aula:

  • Estimule a interação entre colegas: ainda que a mediação do professor seja um dos principais pontos destacados pela teoria, a interação da criança com seus pares não deve ser negligenciada. Essa troca é importante para a geração de novos aprendizados e experiências e para que o aluno não se sinta sozinho durante esse processo.
  • Proponha experiências diferentes para os alunos: desafiar os alunos a desenvolverem novas habilidades contribui para a ampliação de suas estruturas cognitivas. Isso pode ser potencializado com atividades diferentes das que eles realizam diariamente em sala de aula. Por exemplo: um debate não é apenas um meio de checar o conhecimento dos alunos, mas também um exercício que estimula a reflexão e argumentação.
  • Oriente a construção de ambientes participativos e colaborativos: trabalhos em grupo são uma boa forma de estimular a construção de conhecimento conjunto. É papel do professor mediar essa dinâmica de forma que todos os alunos cooperem e tenham participação ativa no resultado final.

Leia também:

O que é taxonomia de Bloom

Desempenho de aulas: como melhorar resultados na sala

O que é uma matriz de referência

Blog de educação: comunicação efetiva com seu público

Através de um blog, a sua instituição fornece conteúdo de qualidade ao mesmo tempo em que reforça seus valores e constrói autoridade no setor de educação.

A educação está a alguns cliques de distância. Em um mundo conectado, o que não faltam são informações sobre qualquer assunto na internet (o que, até pouco tempo atrás, só era possível após horas de pesquisa em uma biblioteca). Mas, em meio a um volume tão grande de informações, selecionar aquelas mais relevantes pode ser um desafio. 

Neste contexto, os blogs atuam como um espaço organizado para a troca de saberes. Presentes nos mais diversos setores, eles têm um destaque especial quando o assunto é educação. Eles conseguem aproximar alunos e docentes da instituição ao mesmo tempo em que também a aproximam do seu público-alvo. Seu uso na prática, no entanto, ainda deixa de ser explorado por muitas instituições.

Confira neste artigo a importância de ter um blog para a sua instituição e conheça 5 blogs educacionais para se inspirar.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → A importância de um blog de educação

2 → O que não pode faltar em um blog educacional

3 → Como usar um blog para fins didáticos

4 → 5 blogs de educação para inspiração

1 → A importância de um blog de educação

“Mas será que as pessoas ainda leem blogs?”

Bom, o fato de que você está lendo este texto indica que sim. 🙂

Seja por acompanharem os mesmos portais, seja como um resultado de um site de busca, o fato é que os blogs ainda são uma ferramenta importante para o compartilhamento de conteúdos informativos de forma simples e horizontal. É preciso enxergá-lo como um espaço além de um “mural de recados”: você pode utilizá-lo para comunicar o que acontece na instituição, mas será um desperdício focar apenas nisso.

Em sala de aula, ele pode ser usado para aprofundar assuntos trabalhados nas disciplinas em um novo contexto. Para docentes, pode ser um canal para compartilhamento de ideias sobre como melhorar os processos em sala de aula. Já para o público externo, ele pode ser pensado como um meio de construir autoridade e atrair potenciais novos alunos.

2 → O que não pode faltar em um blog educacional

Interatividade

Posts interativos e que convidem os leitores a participarem e contribuírem com os conteúdos podem ser mais atrativos tanto para quem já é aluno quanto para quem ainda não faz parte da sua instituição.

Abrir espaço para argumentação é importante para quem usa o blog como um canal além do ensino em sala. É uma forma de ampliar as discussões que nem sempre podem ser feitas em aula e de convidar o aluno a interagir em um espaço diferente. Quando o foco do blog é o público externo, ter um espaço de interação ajuda a sanar dúvidas e aproximar essas pessoas da instituição.

Categorias bem definidas

Como em qualquer blog, a definição de categorias é importante nos blogs educacionais para melhorar a experiência de navegação dos leitores. Essa organização permite que ele consiga encontrar e filtrar com mais facilidade os conteúdos que mais o interessam.

Qualidade e atualização

Seja voltado para alunos, docentes ou público em geral, a atualização constante do blog com conteúdo de qualidade é essencial. Pense que este canal funcionará como a voz da sua instituição e espelhará a abordagem de ensino e aprendizagem que ela oferece. Mesmo que as diferentes personas para a qual ele é direcionado demandem linguagens diferentes, cada post deve ser pensado e escrito com responsabilidade e consciência do seu papel para a construção da imagem da instituição.

3 → Como usar um blog para fins didáticos

Existem várias formas de estruturar um blog para fins didáticos e pedagógicos. Sua escolha deve se basear nos objetivos com a plataforma e nas propostas que mais se encaixam ao seu plano de ensino. A ideia é aproveitar esse espaço para ir além do que muitos blogs de instituições de educação costumam trabalhar (que geralmente se limita a reportar as atividades desenvolvidas no ambiente escolar, sem investir em conteúdos didáticos).

Antes de tudo, faça um plano de conteúdos que interessem ao público leitor, como alunos, docentes e entusiastas da educação. Enquanto aos alunos podem interessar dicas sobre como começar uma redação ENEM, para os professores faz mais sentido trazer dicas de como elaborar questões de provas, por exemplo. De nada adianta você elaborar um conteúdo de qualidade se não souber direcionar para o público certo.

Outra estratégia é usar a própria construção do blog como ferramenta didática. Se o seu objetivo é integrar os alunos de uma forma colaborativa, por que não incluir a criação de conteúdo para o blog como uma atividade que pode durar todo o ano letivo? Dessa forma, os alunos podem desenvolver sua capacidade crítica e argumentativa, ao mesmo tempo em que revisam conteúdos, trabalham em equipe e trazem sua própria experiência para o contexto escolar.

4 → 5 blogs de educação para inspiração

Antes de dar os primeiros passos para investir em um blog para a sua instituição, inspire-se nestes 5 exemplos voltados para educação:

Portal d@ Educador@

Blog mantido por um coletivo de educadores que promove iniciativas que democratizam o território físico e virtual através da produção de conteúdo fundamentado em suas experiências.

Pensar a educação

A criação do blog faz parte do movimento de dialogar com a sociedade e, ao mesmo tempo, participar da disputa pelos sentidos da educação no espaço público.

Professor News

O Portal ProfessorNews surgiu da necessidade de suprir a carência de informações dos atuais e futuros professores universitários sobre o cotidiano do mundo acadêmico.

PORVIR – Inovações em Educação

Iniciativa do Instituto Inspirare, o portal defende uma nova forma de educar, promovendo o desenvolvimento integral dos alunos — intelectual, cultural, emocional, físico e social.

Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)

O blog foca em textos sobre meio ambiente, desenvolvimento e sustentabilidade baseados em metodologias replicáveis e participativas, que buscam incentivar o respeito aos territórios, à diversidade e às características regionais.

Leitura complementar:

Tecnologia em sala de aula. Por onde começar?

Avaliação diagnóstica: utilize como ferramenta estratégica

Gestor Educacional: 6 dicas para engajar alunos e professores

Desafios do ensino remoto na educação básica

Longe das salas de aula, os educadores precisaram se adaptar ao ensino remoto em 2020. Para 2021, o desafio continua.

Com as escolas fechadas devido à pandemia, tornou-se urgente o ingresso em uma nova dinâmica para a qual muitos educadores não foram preparados. Até então, as aulas remotas eram permitidas apenas para o ensino superior e para uma parte do ensino médio, não sendo permitidas para a educação infantil e ensino fundamental segundo a legislação brasileira.

Devido à situação atípica na qual nos encontramos, a flexibilização foi a saída encontrada para a retomada do ano letivo. As adaptações repentinas ao ensino remoto, no entanto,  foram (e continuam sendo) repletas de desafios, como a desigualdade de acesso às tecnologias, a falta de estrutura nos lares dos alunos e a falta de preparo tanto de pais e professores quanto dos próprios alunos para o ensino-aprendizagem neste novo cenário.

Mesmo com a chegada da vacina, o ensino híbrido continuará fazendo parte da rotina de professores e estudantes em 2021. Confira neste artigo os desafios do ensino remoto, como ajudar os professores a se adaptarem a essa rotina e qual a importância das metodologias nessa nova realidade.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Desafios do ensino remoto na educação básica

2 → Como ajudar os professores nas aulas remotas

3 → Qual a importância das metodologias ativas no ensino remoto

1 → Desafios do ensino remoto na educação básica

Mudanças drásticas tendem a ser estressantes, e com a adoção do ensino remoto na educação básica não foi diferente. Sem o ambiente familiar da sala de aula, todos precisaram aprender a utilizar ferramentas que, até então, eram desconhecidas para muitos. Professores sentiram a sobrecarga dessa nova dinâmica, ao mesmo tempo em que não podiam exigir de seus alunos que permanecessem por muitas horas diante da tela de um computador, tablet ou celular.

A dificuldade de adaptação reflete a necessidade de investirmos mais no desenvolvimento do ensino híbrido no Brasil. A pandemia foi um fator inesperado que nos leva a refletir sobre outros eventos que também podem resultar nos fechamentos das escolas. A digitalização do sistema de ensino feita de forma consciente, estruturada e inclusiva é uma forma de garantir que nenhum aluno fique sem aula em situações atípicas. Além disso, também é um recurso que conversa com as gerações de nativos digitais.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos professores é a falta de preparação para lidar com a tecnologia, já que muitos cursos de formação sequer contam com disciplinas com este foco em sua grade curricular. Na outra ponta, muitos pais também não estão satisfeitos com essa nova realidade de ensino. Eles não têm o preparo para instruírem os filhos e já não podem contar com a mesma proximidade dos professores que eles tinham antes.

É difícil para o professor identificar quais alunos estão com dificuldades, o que aumenta a preocupação dos responsáveis.

2 → Como ajudar os professores nas aulas remotas

Confira algumas dicas e dinâmicas que podem ajudar na rotina de aulas remotas:

Inverter o papel de professores e alunos: essa é uma dinâmica que foge do padrão e ajuda o aluno a sair da sua rotina. Ao invés de o professor elaborar questões e exercícios, são os alunos que executam essa tarefa. Assim é possível diagnosticar o que eles aprenderam e discutir as questões elaboradas para o grupo.

Use outros recursos além do vídeo: alguns alunos não se sentem confortáveis em frente a uma câmera, e isso pode influenciar no seu rendimento durante as aulas e participação nas atividades. Trabalhar com áudios ou mensagens escritas pode ser uma maneira mais fácil de driblar a timidez ao mesmo tempo que promove o aprendizado e estimula a comunicação.

Diversifique as atividades: assim como é feito em sala de aula, os trabalhos online também podem ser diversificados para chamar a atenção dos alunos. Uma ideia é propor o desenvolvimento de projetos simples de áudio/audiovisual, nem sempre seriam possíveis no dia a dia de sala de aula, e ajudam a aproximar o aluno dos colegas e dos professores.

Não faça atividades muito extensas: essa dica também vale para alunos do ensino médio e do Fundamental II, mas é especialmente importante para alunos do Fundamental I. Se manter os alunos atentos em sala de aula já é difícil, em frente à tela do computador é um desafio ainda maior. Crianças menores não conseguem se concentrar por muito tempo, então as atividades não devem ultrapassar 30 minutos.

Para alunos maiores, a explicação do conteúdo não deve ultrapassar 20 minutos, com mais 15 a 25 minutos para a resolução dos exercícios. Os intervalos também são importantes para que os alunos consigam descansar e retomar o foco. Leve em conta que ficar sentado em sala de aula por 4 horas é muito diferente de passar o mesmo tempo em frente ao computador.

3 → Qual a importância das metodologias ativas no ensino remoto

Com o distanciamento, o uso de metodologias ativas se torna ainda mais importante para envolver o estudante no processo de aprendizagem.

O objetivo dessas metodologias é estimular os alunos a pesquisarem, refletirem e analisarem situações de forma crítica, ao mesmo tempo em que contam com a mediação do professor ao longo do processo. Em outras palavras, o processo de ensino-aprendizagem é construído em conjunto com a participação ativa do aluno, ao invés de ele apenas receber os conteúdos passivamente.

Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA), por permitirem diversos recursos interativos com o foco na aprendizagem do aluno, constituem um bom cenário para o uso de metodologias ativas, cabendo ao professor a didática que propicie essa aplicação.

Confira três modalidades de ensino que utilizam metodologias ativas que se adequam ao ensino remoto:

Sala de aula invertida

A ideia aqui é inverter o modelo tradicional: os alunos estudam a matéria fora do horário de aula (como se fosse o dever de casa) e fazem as atividades em live, junto com os colegas e o professor. Dessa forma, o aluno já chega na aula com uma base do conteúdo e fica mais fácil para o professor identificar as dúvidas e esclarecer durante as atividades. Além de propor uma forma diferente de aprendizado, essa modalidade estimula o aluno a trabalhar a sua autonomia nos estudos.

Ensino híbrido

A modalidade que combina o ensino presencial e remoto tende a ser comum mesmo após a vacina. Aqui o aluno aprende em sala de aula com o professor e os colegas e complementa os estudos sozinho em casa com o auxílio de materiais digitais ou físicos. O formato também trabalha a autonomia do aluno e torna o seu aprendizado mais dinâmico, uma vez que oferece a ele diferentes formas de completar uma mesma tarefa.

Gamificação

Em um primeiro momento o termo pode remeter a jogos digitais educativos usados em algumas escolas, mas ele vai além disso. A gamificação usa a mecânica dos jogos como base para a construção de atividades que engajem pessoas e tornem mais fáceis o aprendizado e a resolução de problemas. Os professores podem utilizar conceitos como desafios, conquistas e recompensas para incentivar os alunos, o que ajuda a despertar um sentimento de conquista e aumento do interesse em aprender. Tudo deve ser desenhado de forma estratégica, de forma que os alunos sempre queiram avançar para a próxima “fase” do “jogo”.

Leia também:

Gestor Educacional: 6 dicas para engajar alunos e professores

Conheça os 4 tipos de avaliação escolar

Avaliação diagnóstica de aprendizagem

Correção de provas: como usar a tecnologia a seu favor

Apostar em soluções tecnológicas é uma forma de otimizar processos do dia a dia em sala de aula.

Já falamos neste post que, por mais simples que possa parecer, a elaboração de provas pode ser um desafio até para os docentes mais experientes. Elas precisam estar alinhadas com o nível de cada turma e com os padrões da instituição, além de fornecer um diagnóstico para o professor sobre o aprendizado e as dificuldades dos alunos.

Toda essa etapa demanda bastante tempo — e a elaboração é só o começo. A correção exige ainda mais dos professores, visto que cada prova é realizada por dezenas de alunos. É aí que entra a tecnologia: com as soluções certas, é possível acelerar esse processo, tornando-o mais preciso e automatizado.

Confira neste artigo como a tecnologia contribui com o trabalho do professor, quais são as principais vantagens de utilizar ferramentas para a correção de provas e como funciona a plataforma da Studos.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → A tecnologia em sala de aula

2 → Quais as vantagens de utilizar uma ferramenta para correção de provas?

3 → Como funciona a plataforma da Studos

1 → A tecnologia em sala de aula

Desde o início da pandemia, a inserção tecnológica no dia a dia escolar deixou de ser um diferencial e passou a ser encarado como uma necessidade. As aulas online se tornaram uma realidade para muitas escolas no Brasil e no mundo, e a perspectiva é de que o ensino remoto se mantenha ainda em 2021.

Ao mesmo tempo em que pode ser encarada como um desafio por muitos professores, a tecnologia em sala de aula também é um recurso importante para diminuir o tempo que eles dedicam para tarefas rotineiras. Um relatório elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tendo com base a realidade de 32 países apontou que o professor brasileiro gasta até 22% a mais de tempo que o de outros países somente com a correção de provas.

O estudo também apontou que o tempo que os profissionais dedicam ao trabalho em sala de aula no Brasil também é maior que a média. Enquanto nos outros países são investidas 19 horas semanais, os educadores brasileiros têm esse número elevado para 25.

2 → Quais as vantagens de utilizar uma ferramenta para correção de provas?

1) Otimiza o tempo do professor

Ainda que a sobrecarga dos professores brasileiros esteja ligada, muitas vezes, ao fato de que muitos não trabalham em regime de dedicação exclusiva, uma ferramenta que auxilia na correção de provas certamente vai ajudar a reduzir as horas dedicadas para a tarefa.

2) Com mais tempo disponível, a dedicação aos alunos aumenta

Uma vez que o professor não precisa despender tantas horas com a burocracia da correção de provas, ele também consegue dedicar mais tempo na elaboração das aulas. Isso se reflete diretamente na performance do professor e na qualidade do ensino em sala de aula.

3) Acompanhar as dificuldades dos alunos

Mais do que acelerar a correção das provas, o sistema também permite que o professor entenda de forma mais fácil quais são as dificuldades dos alunos e como o plano de estudos pode ser adaptado para ajudá-los.

4) Resultados mais rápidos

O sistema automático de correção de provas também reduz a ansiedade dos alunos em relação aos resultados das provas: o feedback é rápido e ajuda a reduzir drasticamente os processos de reavaliação de notas.

3 → Como funciona a plataforma da Studos

A Studos conta com uma plataforma simples e intuitiva que pode ser utilizada desde a elaboração até a correção de provas. 

1) O primeiro passo é a criação das provas, que também é feita através da plataforma. É possível tanto criar questões do zero como usar e/ou adaptar aquelas contidas no seu banco de questões.

2) No banco de questões, você consegue filtrar por tipos de questões, disciplinas, instituições, grau de dificuldade, entre outros critérios.

3) Para a aplicação de provas online, por enquanto, as questões discursivas, de preencher lacunas e redações ainda não estão disponíveis para aplicação digital. Nas provas online devem ser usadas as questões de múltipla escolha, certo ou errado e as opções de somatória. 

4) Ao editar as questões, você pode alterar o gabarito e o seu peso. Nas questões autorais, o processo é o mesmo.

5) Após criada, a prova estará disponível para agendamento. Selecione as turmas que irão responder a prova, o dia/hora de começo e término, a opção de não mostrar resultados e aí é só salvar.

6) Assim que os alunos finalizarem a prova, já é possível corrigir as respostas. É só acessar a prova e selecionar a opção Corrigir atividade.

7) Nas provas objetivas, essa correção é feita de forma automática. Já nas provas dissertativas, é necessário acessar a opção Critérios de correção e a opção Português: redação para abrir a lista de tópicos que irão compor a nota dos alunos. Em cada campo, selecione o quanto o aluno atingiu em cada critério e a nota já será gerada automaticamente no final da página. Para salvar a nota, é só clicar em Confirmar correção.

8) Depois de fazer o mesmo com as redações dos demais alunos, clique em Salvar e Sair para finalizar. Aí é só gerar o relatório de notas.
Quer saber mais sobre a plataforma? Entre em contato conosco ou faça um teste grátis.