ENEM 2021: qual o papel da escola na reta final

O apoio da coordenação pedagógica e dos professores faz toda a diferença para os alunos que se preparam para o ENEM 2021.

Com o ano letivo quase no fim, chegamos à reta final de uma das provas mais aguardadas — e temidas — pelos alunos que estão concluindo o ensino médio: o ENEM. O Exame Nacional do Ensino Médio, que surgiu como uma forma de avaliação dos conhecimentos dos alunos que estão concluindo a Educação Básica é, hoje, uma das principais portas de entrada dos estudantes brasileiros para o Ensino Superior. Em 2021, as provas serão realizadas nos dias 21 e 28 de novembro no formato físico e digital, mantendo apenas a prova de redação no formato impresso.

Desde 2010, com a implementação do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Enem passou a ser mais importante que muitos vestibulares tradicionais, substituindo vários deles. Por isso, não é preciso dizer que a disputa é acirrada e exige dos estudantes, além do domínio dos conteúdos, o preparo mental e físico. 

A escola tem um papel fundamental neste processo de preparação. Instituições e educadores precisam investir em estratégias pedagógicas que levem em conta as exigências e particularidades do exame.

Veja como contribuir para que os alunos cheguem mais seguros para enfrentar a maratona de dois dias de provas.

1 → Aplicação de simulados

Os simulados são uma das melhores formas da escola preparar os estudantes para o que eles vão encontrar no ENEM 2021. Mais do que colocar à prova os conteúdos aprendidos durante o ensino médio, os simulados ajudam a preparar os alunos emocionalmente e permite que eles identifiquem seus pontos fortes e fracos relacionados à:

Gestão de tempo

O ambiente de sala de aula, onde os alunos estão relaxados e sem a pressão do tempo, é muito diferente daquele que eles vão encontrar no dia da prova. Por isso, fazer simulados para aprender a administrar o tempo investido em cada questão é fundamental. Afinal, ninguém quer chegar ao final da prova com questões deixadas em branco por falta de tempo.

Cuidado com o corpo

Não é só a mente que precisa estar preparada para as provas: o corpo também. Os alunos ficam horas sentados, então também precisam saber a hora de fazer uma breve pausa para ir ao banheiro, tomar água e esticar as pernas. Isso é importante para aliviar um pouco a tensão e reorganizar os pensamentos, e ter essa vivência nos simulados ajuda o aluno a ter mais consciência do seu corpo no dia da prova.

Preparo emocional

Enfrentar uma maratona de provas somada à pressão por um bom resultado é exaustivo para qualquer aluno. Fazer simulados é uma forma de ele conhecer suas forças e fraquezas e se sentir mais confiante em relação ao teste. Afinal, ele vai saber no que precisa melhorar e para onde deve direcionar os seus esforços antes de chegar à prova real.

Leia também: Como criar um calendário de simulados na sua escola

2 → Intervenções pedagógicas

Investir em intervenções pedagógicas que levem em conta os conteúdos mais cobrados do ENEM é de grande ajuda para preparar os alunos para as provas. Mas você sabe como fazer?

1) Analise as maiores cobranças de cada disciplina

Comece identificando os conteúdos e habilidades mais cobradas em cada disciplina. A partir daí, repasse essas informações para os coordenadores e área e professores responsáveis.

2) Avalie o desempenho dos alunos

A partir da primeira análise feita, elabore atividades no padrão do ENEM (texto base + 5 alternativas, contemplando apenas uma habilidade da Matriz de Referência) para avaliar o desempenho dos alunos em relação aos conteúdos e habilidades mais cobradas.

3) Escolha um formato para aplicar a atividade

Além das tradicionais atividades impressas, também é possível optar pela aplicação de testes online. Aqui é preciso avaliar questões referentes a custos (que costumam ser bem maiores em materiais impressos) e praticidade de desenvolvimento, aplicação e correção.

4) Correção e tabulação

Levantar, organizar e quantificar dados é fundamental para que educadores consigam guiar os alunos em suas dificuldades. Aqui, as atividades online saem na frente: a correção pode ser feita de forma automática, assim como a geração de gráficos e estatísticas precisas sobre o desempenho do aluno (tarefa que se torna muito mais complexa se a análise é feita manualmente).

5) Analisar resultados e aplicar as intervenções pedagógicas adequadas

Já sabe quais são os principais pontos de atenção? Quais turmas e alunos apresentam mais dificuldades e quais habilidades precisam ser melhor trabalhadas? Então é hora de aplicar as intervenções pedagógicas mais adequadas para cada situação. Prepare aulas de revisão focadas nas dificuldades, invista em atividades voltadas para as habilidades que mais contabilizaram erros e estimule os alunos a apontarem suas dúvidas. E, claro, não deixe também de valorizar os acertos e os alunos que tiveram um bom desempenho.

3 → Utilização de dados na estratégia ENEM

Como vimos até aqui, coletar informações sobre o desempenho dos alunos enquanto eles simulam uma prova real do ENEM nos proporciona dados mais realistas sobre o que eles dominam e o que têm dificuldades. Mas você sabe a melhor forma de utilizar essas informações?

Quem conta com soluções digitais para levantar e analisar esses dados já sai na frente. Na Studos, tanto alunos quanto professores têm um retorno em tempo real sobre desempenho, além de relatórios completos que ajudam a guiá-los na hora de estruturar um plano de estudos. Para o educador, a solução permite a tomada de decisões voltada para uma turma ou uma série, assim como fornece insumos para trabalhar em cada caso individualmente. O acesso aos dados também permite que o educador realize as intervenções pedagógicas de forma mais assertiva, despendendo menos tempo do que se precisasse tabular tudo à mão.

A ferramenta também conta com um recurso que faz toda a diferença para quem se prepara para o ENEM: dados sobre o tempo gasto em cada questão. Se souber como utilizar esses dados, o estudante vai ter muito mais consciência no dia da prova para gerenciar o seu tempo, e isso sem dúvida ajuda a diminuir a ansiedade no decorrer da prova.

O final do Ensino Médio é um período de muitas incertezas e inseguranças. Além de preparar os alunos para o ENEM, busque estimular os alunos a compartilharem sobre como está sendo essa fase. Assim, vocês podem pensar juntos em formas de tornar a rotina de estudos mais leve e essa fase bem menos assustadora.

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Como fazer uma boa redação

Vista como um problema por muitos estudantes, a construção de uma boa redação merece atenção especial e deve ser estimulada desde a educação de base.

“Eu não sei por onde começar.”

“E se cair um tema que eu não conheço?”

“Eu não sei escrever!”

Essas são apenas algumas das preocupações de muitos estudantes que se deparam com uma das etapas mais temidas do ENEM e dos vestibulares: a redação.

Diferentemente das fórmulas de física e matemática, das regras gramaticais da língua portuguesa e de datas históricas importantes, as redações não podem ser simplesmente memorizadas e replicadas sempre da mesma forma. O que podemos reproduzir é a estrutura de uma boa redação, mas os argumentos e a construção individual da narrativa é o que diferencia um trabalho do outro.

Uma coisa é certa: ninguém aprende a escrever uma boa redação do dia para a noite. Essa é uma habilidade que deve ser estimulada desde os primeiros anos escolares, assim como as demais disciplinas que constituem o currículo base da educação. Por isso, neste material falaremos sobre:

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → O que é uma boa redação

2 → Quais elementos devem conter uma redação

3 → Como começar uma redação

4 → Passo a passo para escrever uma boa redação

1 → O que é uma boa redação

Um bom texto deve conseguir cumprir o objetivo principal de passar uma mensagem clara e captar a atenção do leitor do início ao fim. É importante que ele seja objetivo, sem períodos muito longos e, no caso de ENEM e vestibulares, se mantenha dentro do número mínimo e máximo de linhas pré-determinado.

A resposta mais rápida costuma classificar um texto bem escrito como aquele que segue à risca as regras gramaticais. No entanto, ainda que seja fundamental, a gramática é apenas um entre os inúmeros componentes de uma boa escrita.

2 → Quais elementos devem conter uma redação

Quando falamos de redações para ENEM e vestibulares, elas precisam ter três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão. Veja o que precisa estar contido em cada uma delas.

1. Introdução

Como o próprio nome já diz, é a parte que vai introduzir o assunto e informar o leitor sobre o que ele vai encontrar ao longo do texto. Este momento é fundamental para captar a sua atenção e fazer com que ele queira seguir com a leitura.

Pense na narrativa de um filme. Se ele tem duas horas de duração mas você não conseguiu entender a premissa ou se conectar com a história nos vinte primeiros minutos, as chances de você continuar assistindo diminuem a cada minuto que passa. Encare a introdução da redação da mesma forma.

A introdução deve apresentar a ideia principal que será discutida ao longo do texto, assim como os argumentos que serão trabalhados. O tamanho depende do número de argumentos (o que também vai influenciar no tamanho do desenvolvimento), mas três ou quatro linhas costumam ser o suficiente.

2. Desenvolvimento

É nessa parte que o texto será desenvolvido. É hora de resgatar os argumentos levantados na introdução e fazer a exposição de cada um. Usualmente, cada parágrafo do texto corresponde a um argumento.

Pense que cada linha do texto é preciosa e deve ter uma razão clara para estar ali. Frases vazias ou que repitam sempre a mesma ideia, além de serem cansativas para o leitor, também vão refletir de forma negativa na avaliação final. Em outras palavras, a qualidade deve estar acima da quantidade.

Ter um bom ritmo também é importante para que a leitura não seja monótona e mantenha o engajamento do leitor, a fim de prepará-lo para o que ele pode esperar da conclusão.

3. Conclusão

Quem nunca terminou um texto e pensou: “tá, e daí?”. Essa é a sensação que temos quando ele não tem um bom desfecho. A conclusão tem um peso forte por justificar a razão de um texto existir. Se não for bem construída, ele fica sem um propósito.

Ela deve ser elaborada em um parágrafo e reunir as ideias levantadas ao longo do texto, além de um posicionamento do autor para o problema apresentado ainda na introdução.

3 → Como começar uma redação

Quem já precisou escrever uma redação provavelmente já sentiu a pressão de encarar uma folha em branco — o que, na maioria das vezes, pode não ser uma sensação muito agradável. O começo é quase sempre a parte mais difícil, então é importante estar preparado para encará-la.

Por mais contraditório que pareça, uma dica que pode ajudar é não começar pelo começo. O rascunho do texto é o momento de organizar as ideias e fazer a primeira estrutura, então não é preciso se preocupar em escrever na mesma ordem que o texto será lido. Se fosse assim, o título seria a sua primeira preocupação, quando muitos autores deixam para pensar nele por último a fim de chegar a um resultado que represente o texto como um todo.

Este momento inicial deve ser dedicado a avaliar o tema proposto e reunir todas as ideias sobre ele que possam ser abordadas no texto. A partir daí, é hora de selecionar e eliminar aquelas que não agregam à narrativa e focar naquelas que mais fazem sentido. Assim, as chances de um bloqueio diminuem e fica mais fácil enxergar o texto como um todo.

4 → Passo a passo para escrever uma boa redação 

Confira algumas dicas que podem ajudar na escrita de uma boa redação:

  1. Aproveite a liberdade do primeiro rascunho: esse é o seu momento de reunir livremente todas as ideias que você tiver. Reserve poucos minutos para isso, e coloque no papel o que vier à sua cabeça, sem pensar muito. Esse caos criativo pode ajudar as ideias a fluírem e ajudar a encontrar a sua linha de raciocínio.
  2. Organize suas ideias: depois do caos, vem o momento de colocar tudo em tópicos. Quais ideias combinam entre si? Quais estão repetitivas? Quais melhor respondem ao tema proposto? Quais podem acabar desviando do tema? Este é o momento de planejar e definir os rumos do seu texto antes mesmo de começar, de fato, a escrever.
  3. Domine a norma culta da Língua Portuguesa: esse é um ponto sem negociações. Não use abreviações e gírias e invista em vocabulário rico, pontuação correta e respeite as regras ortográficas e gramaticais. Mais do que garantir a pontuação destinada à gramática, o português formal também é importante para tornar o texto mais claro e coerente.
  4. Siga o modelo de redação solicitado: cada prova pode pedir um estilo diferente, então é preciso ter conhecimento de todas as possibilidades. O mais comum (e pedido no ENEM) é o dissertativo-argumentativo, onde o estudante precisa apresentar uma tese, trazer seus argumentos e concluir com uma solução para o problema. Mas nada impede que textos narrativos ou apenas dissertativos sejam o estilo escolhido para a avaliação, então fique atento(a).
  5. Atenção ao tempo: quando falamos sobre provas, esse é um detalhe que faz muita diferença. Você precisa entender quanto tempo costuma gastar em cada etapa da construção da redação, reservando tempo para escrever, reler e passar a limpo. E isso é algo que exige prática, então acostume-se a treinar sempre com um relógio ao lado.

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Redação para escolas: texto dissertativo

Proposta de redação: o potencial (in)formativo da educação

Proposta de redação: o potencial (in)formativo da educação

O texto dissertativo, muito usado em provas de vestibulares, consiste em um gênero discursivo que reúne argumentos a partir de referências socioculturais informativas em defesa de um ponto de vista. Embora seus critérios corretivos/avaliativos possam variar de acordo com as exigências de cada universidade, sua funcionalidade, em geral, propõe-se a levar a opinião do autor. ENEM, FUVEST, UNESP, UNICAMP, UFSC e UDESC são alguns dos vestibulares que cobram dissertações.

A temática, sugerida pela Studos, em parceria com o professor Everaldo Radlinski, sobre o potencial (in)formativo da educação possui extrema relevância. Sendo assim, optamos por suscitar uma produção textual acerca das funções de ensino que o Estado e a família exercem no âmbito educacional e acerca da pluralidade de ideais que a escola outorga democraticamente em contraposição ao totalitarismo.

No que concerne à proposta, pode-se associar o texto 1 ao caráter ideológico da escola, que entra em embate com as ideologias as quais os alunos trajam em casa, próprias de seu vestuário cultural. Uma vez que a escola representa o Estado, é possível considerar esses conflitos como confrontos de desigualdades entre o Estado e a família. Ademais, outra interpretação possível é a de que os jovens crescem em um ambiente hostil e encontram, no ambiente escolar, uma espécie de refúgio.

Já o texto 2 apresenta um excerto sobre a Constituição Federal, que reforça a necessidade da solidariedade entre a escola e a família. Vale salientar que os responsáveis precisam atuar na vida escolar por meio da escolha do ambiente no qual o aluno será inserido, ou seja, o da seleção do material didático e o das reuniões de pais e afins. Entretanto, num contexto de Escola sem Partido, a participação dos pais tende a transformar-se em uma espécie de tolhimento e resulta no afastamento entre os filhos e a educação.

O texto 3, por sua vez, corrobora com o conceito de pedagogia libertadora, isto é, uma educação crítica e transformadora. Nesse sentido, o ensino não deve ser tratado meramente como um produto, com um papel mecanicista, técnico, conteudista e esvaziado de sentido. Em seu lugar, as relações plurais, contidas no ambiente escolar, devem ser valorizadas, de modo que se proponha uma educação intencionada e produtora de sentido, adaptada aos diferentes contextos e vieses nos quais o educador pode atuar.

De maneira irônica, por fim, o texto 4 resume todas as informações contidas nos fragmentos anteriores, típica da charge! Salienta-se que nem sempre estudar é prazeroso, mas, por ser enriquecedor, torna-se um esforço necessário. Aqui, entra o papel (in)formativo da educação: deve-se pensá-la de modo que produza significado, com o intento de aproximar-se da realidade do aluno e, para aprendizagens com valores, instigue, assim, sua aproximação do ambiente escolar.

A frase do filósofo Fernando Savater aborda a relação entre família e Estado de forma sucinta e cirúrgica, enquanto a reportagem sequencial interpela o tópico sob uma perspectiva jurídica e legislativa. Em contrapartida, o fragmento de “Pedagogia do oprimido” concede autoridade ao tema, tendo em vista que Paulo Freire foi oficialmente considerado o patrono da educação brasileira. Por último, a charge de Quino ilustra e satiriza o assunto.

Além da proposta e dos textos motivadores, este material abrange diversos exemplos de referencial sociocultural-informativo para dar suporte às produções textuais que serão feitas a partir dele. Os textos motivadores escolhidos dão respaldo para que o aluno construa sua dissertação seguindo diferentes direções. Salienta-se a importância de ler o material na íntegra e exercitar a escrita ao final.

Considere os excertos e as imagens abaixo, reflita e redija uma dissertação sobre o potencial (in)formativo da educação.

Texto 1

 “Um dos primeiros objetivos da escola é preservar os filhos de seus pais.”

Fernando Savater – Filósofo espanhol em visita a Porto Alegre/RS/2015

Texto 2

A prática do homeschooling, ou ensino doméstico, aumentou 916% entre 2011 e 2016 no Brasil | Pixabay

Para o ministro Alexandre de Moraes, a Constituição Federal, em seus artigos 205 e 227, prevê a solidariedade do Estado e da família no dever de cuidar da educação das crianças. Já o artigo 226 garante liberdade aos pais para estabelecer o planejamento familiar. Segundo ele, o texto constitucional visou colocar a família e o Estado juntos para alcançar uma educação cada vez melhor para as novas gerações. Só Estados totalitários, segundo o ministro Alexandre, afastam a família da educação de seus filhos.

https://www.gazetadopovo.com.br

Texto 3

A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres “vazios” a quem o mundo “encha” de conteúdos; não pode basear-se numa consciência especializada, mecanicistamente compartimentada, mas nos homens como “corpos conscientes” e na consciência como consciência intencionada ao mundo. Não pode ser a do depósito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo. 

Pedagogia do oprimido, Paulo Freire.

Texto 4

proposta de redação

Fonte: Quino, 2003.

Plus ao quadrado:

1. Baixa – Ou Brainstorm – sobre o Comando da Proposta

Arranjos possíveis a partir da chuva de ideias:

TEMA (eixo central do texto):

A energia (in)formativa do ensino-aprendizagem

RETOMADA DO TEMA (eixo central do texto):

A força de elucidação educacional

2.            Divisão de tema – Ou expectativas/abordagens possíveis

Quatro tópicos frasais possíveis a partir dos textos motivadores:

1.ª … protagoniza/constitui a escola como ambiente propício ao desenvolvimento do sujeito.

2.ª … acentua a corresponsabilidade entre família e Estado.

3.ª … oxigena a libertação do homem de sua desumanidade.

4.ª … suplica pela criação de significados condizentes à realidade dos alunos. 

Referencial sociocultural-informativo – Método Radlinski

Argumento por fato exemplo

proposta de redação

Profissionais da educação fizeram um protesto no Centro de São Paulo, nesta segunda-feira (8), contra o retorno das aulas presenciais.

Os manifestantes se reuniram na Praça Charles Miller, no Pacaembu, na Zona Oeste da capital, e na Praça do Patriarca, na região Central.

Os manifestantes protestam pelos direitos das mulheres e denunciaram os casos de Covid-19 nas escolas. Segundo a organização, 89 educadores morreram vítima da doença.

https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/03/08/profissionais-da-educacao-protestam-contra-o-retorno-das-aulas-presenciais-no-centro-de-sp.ghtml

Argumento por fato exemplo

O Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) criticou por meio de nota nesta terça-feira (2), o que chamou de “defesa da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país”. A manifestação do Consed ocorre um dia após o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) pedir a suspensão do funcionamento das escolas, entre outras medidas, para conter o avanço da pandemia no Brasil.

https://noticias.r7.com/educacao/secretarios-de-educacao-criticam-suspensao-de-aulas-presenciais-02032021

Argumento por fato exemplo

Volta às aulas

A sala de aula em tempos de pandemia

proposta de redação

Se a socialização é um fator importante na vida escolar dos alunos, um grande número de colegas, na mesma sala de aula, tende a ser contraproducente no aprendizado. O limite de alunos dentro do “razoável” é uma prática indicada pela grande maioria dos educadores e pesquisadores da área.

Na Nossa Escola, a concepção pedagógica preza pela aprendizagem individualizada. O professor, da educação infantil até o médio, acompanha, por meio das atividades e da participação, o desenvolvimento de cada aluno e usa esses dados para que eles alcancem as habilidades previstas. Diante disso, as turmas no Ensino Fundamental e Médio recebem, no máximo, 30 alunos.

https://g1.globo.com/se/sergipe/especial-publicitario/nossa-escola/nossa-escola-educacao-por-inteiro/noticia/2021/03/09/volta-as-aulas.ghtml

Argumento por ilustração

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Rubem Alves, escritor.

Argumento por ilustração fictícia

Educar é viajar no mundo do outro, sem nunca penetrar nele. É usar o que passamos para nos transformar no que somos.

Augusto Cury, escritor contemporâneo.

Argumento por autoridade

“O propósito da educação é mostrar às pessoas como aprender por si mesmas. O outro conceito de educação é doutrinação.”

Noam Chomsky, linguista.

Argumento por autoridade

Tudo o que é enraizado e congênito pode ser atenuado pela educação, mas não vencido.

Sêneca, filósofo estoico.

Argumento por autoridade

Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.

Paulo Freire, patrono da educação brasileira.

Argumento histórico

A história da educação no Brasil começou em 1549 com a chegada dos primeiros padres jesuítas, inaugurando uma fase que haveria de deixar marcas profundas na cultura e civilização do país. Movidos por intenso sentimento religioso de propagação da fé cristã, durante mais de 200 anos, os jesuítas foram praticamente os únicos educadores do Brasil.

Embora os Parâmetros Curriculares Nacionais estejam sendo usados como norma de ação, nossa educação só teve caráter nacional no período da Educação jesuítica. Após isso o que se presenciou foi o caos e muitas propostas desencontradas que pouco contribuíram para o desenvolvimento da qualidade da educação oferecida.

É provável que estejamos próximos de uma nova ruptura. E esperamos que ela venha com propostas desvinculadas do modelo europeu de educação, criando soluções novas em respeito às características brasileiras. Como fizeram os países do bloco conhecidos como Tigres Asiáticos, que buscaram soluções para seu desenvolvimento econômico investindo em educação. Ou como fez Cuba que, por decisão política de governo, erradicou o analfabetismo em apenas um ano e trouxe para a sala de aula todos os cidadãos cubanos.

Confira mais propostas de redação para trabalhar com os seus alunos:

Os significados da rotina no pulsar da vida humana

Comunicação humana e a cultura do cancelamento

Redação para escolas: texto dissertativo

O texto dissertativo, muito usado em provas de vestibulares, consiste em um gênero discursivo que reúne argumentos a partir de referências socioculturais informativas em defesa de um ponto de vista. Embora seus critérios corretivos/avaliativos possam variar de acordo com as exigências de cada universidade, sua funcionalidade, em geral, propõe-se a levar a opinião do autor. ENEM, FUVEST, UNESP, UNICAMP, UFSC e UDESC são alguns dos vestibulares que cobram dissertações. 

A temática, sugerida pela Studos, em parceria com o professor Everaldo Radlinski, sobre os significados da rotina no pulsar da vida humana se faz pertinente no contexto atual. Portanto, optamos por incutir uma reflexão acerca do cotidiano e seus costumes, relacionando-os à pandemia e ao “novo normal”.

No texto 1, o leitor encontra a ideia de normalidade, de tal modo que este dito “normal” o leva a questionar os padrões pré-estabelecidos. Embora a rotina organize a vida e dê estabilidade a ela, também sujeita o ser humano à apatia e/ou ao comodismo. Nesse sentido, a autora vincula o cotidiano a uma noção de sobrevivência, isto é, uma conduta conformativa aos modelos sociais vigentes, mas ligeiramente desgastante!

Já o texto 2 delineia os conceitos de trabalho e monotonia, difundindo mais uma vez a noção de sobrevivência. Ressalta-se, aqui, a divergência entre viver e sobreviver; enquanto o primeiro verbo enaltece o aproveitamento da vida em todas as suas nuances, o segundo carrega o sentido de, pura e simplesmente, manter-se vivo. Outrossim, é válido salientar que nem sempre se possui controle sobre essa rotina, uma vez que se vive em sociedade e há uma influência direta de terceiros na vida do indivíduo.

O texto 3, por sua vez, trabalha com elementos icônicos e com o campo imagético. A mensagem que a imagem transmite revela o caráter letárgico e, ao mesmo tempo, paradoxal. Ao passo que as pessoas acreditam no anúncio de normalidade estagnada, como se estivessem no estado de profunda inconsciência, próprio da letargia, os novos cenários de “normalidade” expropriam de seus direitos. Ademais, vislumbrar um avião passando com uma faixa já caracteriza um evento fora da realidade, o que torna a frase em si contraditória.

Por fim, no texto 4, é questionada a existência do contrato social pré-estabelecido que dita as regras da normalidade. Desse contexto de predefinição, pode-se refletir sobre o que seria o “novo normal”, bem como sobre o campo do futuro e sobre a vida pós-Covid. O excerto pode levantar, ainda, uma reflexão acerca do que era o “antigo normal”, permeado pelo consumismo desenfreado.

A crônica de Marina Colasanti suscita, sob um viés literário, uma discussão acerca dos hábitos que, de certa forma, organizam a vida e permeiam o cotidiano. Em contrapartida, o excerto sequencial, retirado do site Sociologia Líquida, leva o leitor, por meio de uma reportagem, ao questionamento por sobre a sociedade de consumo com seus pormenores. Já a charge de André Dahmer apresenta um cenário distópico por meio de um discurso publicitário, cível e trivial. E, por último, há uma reportagem que elucida a crítica contida na imagem.

Além da proposta e dos textos motivadores, este material abrange diversos exemplos de referencial sociocultural-informativo para dar suporte às produções textuais que serão feitas a partir dele. Os textos motivadores escolhidos dão abertura para que o aluno aborde a rotina enquanto comportamento, ou a rotina num contexto de pandemia. Salienta-se a importância de ler o material na íntegra e exercitar a escrita ao final.

Plus ao quadrado:

  1. Baixa – Ou Brainstorm – sobre o Comando da Proposta

Comando: os significados da rotina no pulsar da vida humana

significados rotina no pulsar da vida humana

sentidos dos hábitos sentir humana

alcances do rotineiro devir do homem

as acepções do repetitivo experienciar humanal

o entendimento da rotina pulsar dos homens

Arranjos possíveis a partir da chuva de ideias:

TEMA (eixo central do texto):

Os sentidos do rotineiro pulsar dos homens

RETOMADA DO TEMA (eixo central do texto):

O entendimento da rotina no pulsar humano

  1. Divisão de tema – Ou expectativas/abordagens possíveis

Quatro tópicos frasais possíveis a partir dos textos motivadores:

1.ª … escancara(m) a premência da ressignificação das relações.

2.ª … acentua(m) o enfrentamento ao marasmo das sobrevivências.

3.ª … absorve(m) o normal sem pensar na névoa cultural da letargia.

4.ª … conflita a vida ante seu desafio de reinventar-se.

Considere os excertos e as imagens abaixo, reflita e redija uma dissertação sobre os significados da rotina no pulsar da vida humana.

Texto 1

[…] A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

 […] A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

“Eu sei, mas não devia.” Marina Colasanti

Texto 2

Rotina e Monotonia

Como enfrentar e caminhar através dos dias

Sempre acabo perdendo o que eu realmente quero fazer quando me preocupo com o que eu possa estar perdendo por não fazer outra coisa, sabe?

Eu suspeito que isso é algo que muitos fazemos – esforçamo-nos para fazer coisas que não achamos atraentes porque achamos que deveríamos. Eu entendo que, às vezes, precisamos fazer coisas de que não gostamos se elas forem parte de um processo maior com o qual nos comprometemos — como uma necessária rotina de trabalho.

[Adaptado] https://sociologialiquida.com.br/thiago-queiroz-5-dicas-para-fugir-da-monotonia-e-enfrentar-rotina/

Texto 3

Malvados. André Dahmer, 2020. 

Texto 4

[…] Não tem como existir um único normal. Logo, não existe um novo (único) normal. Afinal o que é normal para mim pode não ser normal para você, e vice-versa. Além disso, quem disse que o antigo normal era “normal?!

Da mesma forma, não vai existir uma única vida pós-covid, único novo futuro, já que existem diversos presentes. Não vai existir um (único) novo comportamento de consumo, porque existem diversos tipos de consumidor – tem pessoas que vão sair comprando loucamente e pessoas que vão passar a comprar menos (porque não querem, porque estão desempregadas, ou porque não tem dinheiro, porque morreram…). E hoje não temos como saber.

https://www.cartacapital.com.br/opiniao/o-novo-normal-e-uma-bobagem-vamos-encarar-a-vida-com-coronavirus/

Referencial sociocultural-informativo – Método Radlinski

Argumento por fato exemplo

redação para escolas

https://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/corona-insonia-mudanca-de-rotina-causada-pela-pandemia-incertezas-afetam-qualidade-do-sono-24863640.html

Argumento por fato exemplo

https://g1.globo.com/fique-em-casa/noticia/2020/03/30/home-office-ter-rotina-prioridades-e-isolar-o-celular-sao-receita-para-render-e-nao-perder-tempo.ghtml

Argumento por raciocínio lógico e por fato exemplo 

redação para escolas

https://istoe.com.br/a-rotina-na-pandemia/

Argumento por autoridade

Home office foi adotado por 46% das empresas durante a pandemia

Segundo pesquisa, 67% tiveram dificuldades no início do teletrabalho

O trabalho em casa foi estratégia adotada por 46% das empresas durante a pandemia, segundo a Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise covid-19. O estudo elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) coletou, em abril, dados de 139 pequenas, médias e grandes empresas que atuam em todo o Brasil.

https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2020-07/home-office-foi-adotado-por-46-das-empresas-durante-pandemia

Argumento por autoridade

Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito.

Aristóteles

Argumento por ilustração

Desconfiai do mais trivial, 

na aparência singelo.

E examinai, sobretudo, o que parece habitual.

Suplicamos expressamente: 

não aceiteis o que é de hábito 

como coisa natural, 

pois em tempo de desordem sangrenta, 

de confusão organizada, 

de arbitrariedade consciente, 

de humanidade desumanizada, 

nada deve parecer natural 

nada deve parecer impossível de mudar.

Antologia Poética, Bertolt Brecht

Argumento por ilustração

Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só quereria ter o que eu tivesse sido e não fui.

Clarice Lispector

Argumento por ilustração

Condenamos a rotina. Culpamos a rotina. Apedrejamos a rotina. Mas a rotina é para ser o que mais amamos, a ponto de nunca cansarmos de repetir.

Fabrício Carpinejar, poeta e cronista

Argumento por ilustração

A maior riqueza do homem

é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como

sou – eu não aceito.

Não aguento ser apenas um

sujeito que abre

portas, que puxa válvulas,

que olha o relógio, que

compra pão às 6 horas da tarde,

que vai lá fora,

que aponta lápis,

que vê a uva etc. etc.

Perdoai

Mas eu preciso ser Outros.

Eu penso renovar o homem

usando borboletas.

Manoel de Barros

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Comunicação humana e a cultura do cancelamento

Os desafios da nova educação diante da formação de professores no Brasil

Texto dissertativo: da argumentação ao tema de redação

O texto dissertativo, muito usado em provas de vestibulares, se constitui em um gênero discursivo que reúne argumentos a partir de referências socioculturais informativas em defesa de um ponto de vista. Embora seus critérios corretivos/avaliativos possam variar de acordo com as exigências de cada universidade, sua funcionalidade, em geral, consiste em levar a opinião do autor. FUVEST, UNESP, UNICAMP, UFSC e UDESC são algumas das universidades que cobram dissertações em seus vestibulares. 

A temática sugerida pela Studos, em parceria com o professor Everaldo Radlinski, sobre a interação do humano e o linchamento virtual tomou conta das redes nas últimas semanas. À vista disso, decidimos suscitar uma reflexão acerca do diálogo humano e de seus cancelamentos, relacionando-os à importância da comunicação humana. 

No texto 1, está impressa a ideia de troca de informações e harmonia, uma vez que os galos só conseguem tecer a manhã porque há consonância em seus cantos. Ou seja, o poema agrega a noção de similitude, indo de encontro a uma representação do instinto, presente no animal enquanto ser irracional.

Já o texto 2 enaltece o contato, quase que onipresente, das comunicações virtuais; em contrapartida, expõe a perda das relações de tato, tal qual um cardápio humano por que se escolhe a pessoa, o assunto, o tempo, o desejo e o interesse. Esse pensamento do sociólogo Bauman denota o aceitar de um lado e o descartar de outro, como se as relações humanas tivessem/portassem/fossem obsolescência programada.

De acordo com o texto 3, a cultura do cancelamento pode ser definida como um Tribunal da Internet, em que se julga a partir do senso comum a dignidade humana, ora por mera plateia ante o espetáculo, ora pela tirania da crença em suas próprias ideologias. Esse modo de julgamento social estanca o fluxo das comunicações humanas com/como um muro invisível de cinco metros cheio de espinhos: um disruptivo preconceituoso!

E, com fartos comentários maldosos, a motivação do texto 4 abraça o leitor e o envolve com vários discursos de pré-julgamentos diante do comportamento do médico Dráuzio Varella em seu abraço a uma trans condenada por homicídio e estupro para com uma criança. Assim, os paladinos da moral hipócrita alimentam o espaço democrático com os seus jugos, com as suas cangas, disfarçados sob a pele de opiniões éticas, livres e isentas. 

Enquanto o poema de João Cabral de Melo Neto incorpora uma abordagem metalinguística e versa sobre a comunicação humana por meio da licença poética, o excerto de Bauman alude ao mesmo assunto sob o prisma da sociologia. A conceituação apresentada no texto sequencial, por sua vez, representa o que ocorre quando há um cancelamento na troca de informações própria da comunicação e, logo abaixo, essa ruptura é ilustrada.

Além da proposta e dos textos motivadores, este material abrange diversos exemplos de referencial sociocultural-informativo para dar suporte às produções textuais que serão feitas a partir dele, bem como uma grade universal de critérios avaliativos. A amplitude do tema escolhido abre precedente para que o aluno siga diferentes perspectivas, isto é, com enfoque na comunicação ou no cancelamento. Salienta-se a importância de ler o material na íntegra e exercitar a escrita ao final.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Textos motivadores

2 → Entendendo o comando da proposta

3 → Referência sociocultural-informativa

1 → Textos motivadores

Considere os excertos e a imagem abaixo e redija um texto dissertativo sobre a comunicação humana e a cultura do cancelamento. Assuma uma posição sobre o tema e defenda-a com argumentos consistentes.

Texto 1:

Tecendo a Manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito de um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

Referência

Texto 2:

Texto 3:

Os antigos costumes do mundo se desconstroem em longos e dolorosos passos. O racismo passa a ser menos tolerado, piadas sobre os hábitos antigos dados às mulheres já não têm mais graça e o bullying online enfrenta o crivo analítico de diversas redes sociais. Porém, o mundo, essencialmente na internet, agora se encontra em busca da perfeição.

Há quem faça comentários desnecessários na internet propositalmente, seja para chamar a atenção ou por querer manifestar seus pensamentos, e também há quem seja contra a ideia de desconstrução social e tem dentro de si ideais enjaulados que parecem nunca ter acesso à modernização. Em ambos os casos, a internet se tornou uma grande justiceira e uma nova forma de justiça social surgiu: a cultura do cancelamento.

[Adaptado com alterações] https://canaltech.com.br/comportamento/o-que-e-cultura-do-cancelamento-164153/

Texto 4:

texto dissertativo

Interface gráfica do usuário, Texto, AplicativoDescrição gerada automaticamente

2 → Entendendo o comando da proposta

Plus ao quadrado:

1. Baixa – Ou Brainstorm – sobre o Comando da Proposta

Comando: A comunicação humana e a cultura do cancelamento

Arranjos possíveis a partir da chuva de ideias:

TEMA (eixo central do texto):

A comunicação dos homens e o discurso do isolamento

RETOMADA DO TEMA (eixo central do texto):

O comunicar-se humano e o cultivo do prejulgamento

 2. Divisão de tema – Ou expectativas/abordagens possíveis

Quatro tópicos frasais possíveis a partir dos textos motivadores:

1.ª … escancaram a “cantiga” incoerente dos discursos canceladores.

2.ª … acentuam o carimbo do interesse egoísta e desumano das conversas.

3.ª … protagonizam a tragicomédia da ignorância travestida de “justiça”.

4.ª … arvoram a supremacia dos “juízes do cotidiano” em suas ideias.

3 → Referência sociocultural-informativa – Método Radlinski

Argumento por fato exemplo:

Woody Allen lamenta sofrer cancelamento e diz que gostaria de rever os filhos

texto dissertativo

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/woody-allen-85-afirma-que-gostaria-de-reencontrar-os-filhos.shtml

Argumento por fato exemplo:

J.K. Rowling: autora de ‘Harry Potter’ foi de fada sensata a cancelada

Matéria completa: UOL

Argumento por fato exemplo:

De favorita ao prêmio de R$ 1,5 milhão do BBB 21 (Big Brother Brasil), a rapper Karol Conká acumula cancelamentos e pode ter prejuízo de até R$ 5 milhões, considerando perdas com publicidade no Instagram, shows e programas de TV. Os cálculos são da Brunch, agência especializada em influência digital.

A agência levou em consideração três aspectos para chegar ao preço de uma publicidade nas redes sociais do criador: custos de produção, uso de imagem e distribuição.

Matéria completa: Istoe Dinheiro

Argumento por ilustração fictícia:

Às vezes, quando duas pessoas estão juntas, apesar de falarem, o que elas comunicam silenciosamente uma à outra é o sentimento de solidão.

Clarice Lispector, ….

Argumento por ilustração fictícia:

A palavra exata é um pequeno diamante. Embeleza tudo: o convívio, o poema, o amor. Quando a palavra não tem serventia alguma, o silêncio mantém-se no posto daquele que melhor fala por nós.

Martha Medeiros, 2011.

Argumento por autoridade:

Já não nos apreciamos suficientemente quando nos comunicamos. As nossas experiências genuínas de nenhum modo são loquazes. Não poderiam, ainda que quisessem, comunicar-se, porque lhes falta a palavra. […] Em todo o falar há um grão de desprezo.

Friedrich Nietzsche, 1988.

Argumento por autoridade:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

[…]

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

[…]

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Argumento por autoridade:

texto dissertativo

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/new-saude-leader/guia-do-plano-de-saude/noticia/2020/08/24/cultura-do-cancelamento-psicologia-explica-tudo.ghtml

Argumento histórico:

A intolerância sempre existiu ou é um fenômeno recente?

A dificuldade em aceitar o diferente não é um fenômeno apenas da nossa época. Não precisamos ir muito longe, basta lembrar que em nosso processo de “colonização” as diferenças entre as populações que aqui viviam e os europeus foram motivos de violência e perseguições. Em seguida, a crença da superioridade racial dos colonizadores foi o que motivou a escravidão dos negros, que durou quase 4 séculos.

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Desenvolvimento da redação ENEM

Introdução da prova de redação ENEM

Como começar uma redação ENEM

#6 Redação nota 1000: possível tema para o ENEM 2020

Concluindo a série de seis publicações sobre propostas de redação para o ENEM 2020, a Studos, em parceria com o professor Everaldo Radlinski, elaborou mais um possível tema para você. Assim como os demais, este material foi elaborado segundo o método Radlinski. O sexto e último tema escolhido é  “os desafios da nova educação diante da formação de professores no Brasil”.

A temática, sugerida pela Studos, sobre os desafios da nova educação, em tempos de pandemia, relata as mudanças que o ensino tem sofrido  no Texto 01, ratificadas nas imagens elencadas no Textos 02 e 03. Em decorrência da pandemia do novo coronavírus, fez-se necessário pensar formas remotas de docência, inovando estratégias educacionais e fazendo uso de materiais alternativos (Texto 04).  Portanto, esse tema cai bem para um treinamento focado, valioso e com expectativa de cobrança, visto que tem sido um grande contratempo para as escolas e para o Estado na atualidade.

Como de costume, apresentamos a proposta, os textos motivadores e o repertório sociocultural. O referido repertório conta com três argumentos por autoridade que podem ser aplicados nos desenvolvimentos 01 ou 02, um argumento por autoridade com uso sugerido para o desenvolvimento 01 e, por fim, um argumento por ilustração real com uso sugerido também para o desenvolvimento 01. Entre os argumentos, encontram-se imagens, notícias e manchetes. Se bem aproveitados, os referidos argumentos podem ser ligeiramente enriquecedores para a sua produção.

Lembre-se de exercitar a escrita ao finalizar a leitura do material!

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → PROPOSTA ENEM

2 → Instruções

3 → Seleção de argumentos – Método Radlinski

1 → PROPOSTA ENEM

Texto I

De repente, tudo se transformou naquele lugar. Aliás, o lugar virou plural. O quadro de anotações ganhou a forma de uma tela de computador, de tablet, de celulares, de televisão. As cadeiras não estão mais uma ao lado da outra. São as letras dos nomes dos alunos, fotos ou vídeos em ambiente de casa que se enfileiram em um espaço virtual. O caderno misturado ao mouse, ao estojo, à bateria que não pode descarregar. Em cenários privilegiados ou nos lugares de profundas desigualdades, a pandemia do coronavírus transformou a relação de ensino e aprendizagem em todo o mundo.  Neste Dia Internacional da Educação (28 de abril), professores e alunos veem-se em um dos principais desafios: ter que se reinventar. 

A professora Alice Esteves, diretora de uma escola em Resende, no Rio de Janeiro, contextualiza que se trata de uma novidade o fato de todas as aulas precisarem ser adaptadas e irem para dentro das casas. Ela explica que já havia uma transformação em curso para os professores se posicionarem como verdadeiros youtubers que, para se aproximar dos estudantes, faziam vídeos e transmissões ao vivo para ajudar no entendimento das disciplinas. “Nós estamos passando por muitas mudanças que têm acontecido nas escolas e no mundo virtual”. Ela salienta que essas relações de professores, alunos e famílias estabelecem outros laços entre todas as partes. 

https://memoria.ebc.com.br/educacao/2020/04/dia-da-educacao-especialistas-explicam-desafios-do-ensino-durante-e-pos-pandemia

Texto II

Criança no computador 2

https://memoria.ebc.com.br/educacao/2020/04/dia-da-educacao-especialistas-explicam-desafios-do-ensino-durante-e-pos-pandemia

Texto III

Aula online (Foto: GettyImages)

https://revistapegn.globo.com/apoie-o-negocio-local/noticia/2020/04/coronavirus-com-aulas-online-escolas-de-idiomas-driblam-evasao-e-conquistam-novos-alunos.html

Texto IV

https://www.fcc.org.br/fcc/educacao-pesquisa/educacao-escolar-em-tempos-de-pandemia-informe-n-1

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema os desafios da nova educação e a formação de professores no Brasil, apresentando proposta de intervenção sociocultural, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

2 → Instruções

1. Leia e observe atentamente a proposta. 
2. Evite copiar trechos dos textos apresentados. 
3. Ocupe as linhas de uma margem até a outra e observe o espaçamento adequado entre as palavras. 
4. Não escreva em versos, use linguagem clara e utilize a norma culta da língua portuguesa. 
5. Não se esqueça de dar um título à sua redação (facultativo na opção ENEM). 
6. Use caneta com tinta preta ou azul para transcrever seu texto do rascunho para a folha oficial de redação. 
7. Escreva com letra legível. 
8. Não serão corrigidas redações escritas a lápis nem redações na folha de rascunho, ou ainda, ilegíveis, ou as linhas escritas no verso ou fora do máximo permitido. 
9. Mínimo de 07 (sete) linhas ENEM e máximo de 30. 

10. Será atribuído zero à redação com fuga total do tema ou resultante de plágio, ou ainda, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa, impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte de texto desconectada do tema.

3 → Seleção de argumentos – Método Radlinski

Sugestão de informação: Desenvolvimento 01 ou 02

Argumento por autoridade:

“As novas tecnologias ajudam no aprendizado a partir do momento em que o professor se apropria desse conhecimento”, avalia Diego Trujillo, professor de inglês e coordenador de tecnologia no Colégio Ítalo. “Mas vejo que a formação ainda é carente. Há um desejo do professor de aprender, mas ele não sabe para onde ou como ir.”

Sugestão de informação: Desenvolvimento 01 ou 02

Argumento por autoridade:

enem 2020

Os números demonstram que a formação é mesmo um dos grandes desafios no que diz respeito ao uso da tecnologia. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2016, do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 54% dos professores não cursaram na graduação disciplina específica sobre como usar computador e internet em atividades com os alunos. Além disso, 70% não realizaram formação continuada sobre o tema no ano anterior ao levantamento. Dos que realizaram, 20% afirmaram que a capacitação “contribuiu muito” para a atualização na área.

Sugestão de informação: Desenvolvimento 01 ou 02

Argumento por autoridade:

enem 2020

Já é consenso que a chegada da Era Digital na Educação traz perspectivas inéditas para o processo de ensino-aprendizado. Porém, um recente relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que o desafio de inovar e de incorporar novas ferramentas para o ensino vai além da infraestrutura e carece de uma total revisão dos modelos pedagógicos. Ou seja, para que a inteligência artifical cause real impacto na educação é preciso muita inteligência humana para criar as conexões que darão sentidos práticos aos conteúdos aprendidos com auxílio da tecnologia seja na escola ou fora dela. E é justamente neste ponto que o papel do professor, muitas vezes desacreditado no contexto da Era Digital, se torna imprescindível. “Os docentes precisam ser os protagonistas dessa mudança e não apenas implantadores de softwares. Se isso não acontecer, colocar a tecnologia na frente dos alunos não vai fazer muita diferença”, diz o diretor da divisão de educação da OCDE, Andreas Schleicher.

Sugestão de informação: Desenvolvimento 01

Argumento por autoridade:

De acordo com o relatório do Banco Mundial, mais de 1,5 bilhões de alunos ficaram sem estudos presenciais em 160 países. 

Com esse cenário, muitos gestores escolares tiveram que buscar saídas emergenciais para continuar as atividades. Principalmente, com o auxílio de suportes remotos de ensino e a introdução de novas metodologias, apoiadas em tecnologias digitais.

Afinal, de uma hora para outra, as aulas presenciais foram substituídas para a modalidade de ensino a distância (EAD). Obrigando professores e alunos a um aprendizado rápido de novas tecnologias de comunicação e informação (TICs).

Sugestão de informação: Desenvolvimento 01

Argumento por ilustração real

enem 2020

https://gauchazh.clicrbs.com.br/educacao-e-emprego/noticia/2020/08/sem-internet-em-casa-familia-constroi-tenda-no-meio-da-lavoura-para-filho-assistir-a-aulas-online-cke8qh9fb008a013gd3oi2yy1.html

Confira outros possíveis temas para a redação do Enem 2020:

#3 Redação nota 1000: possível tema para o ENEM 2020

#2 Redação nota 1000: possível tema para o ENEM 2020

#1 Redação nota 1000: possível tema para o ENEM 2020

Texto dissertativo