O que é uma matriz de referência

Diferente de propostas curriculares ou programas de ensino, as matrizes de referência servem para orientar a construção dos instrumentos de avaliação.

O termo matriz de referência está diretamente ligado às avaliações em larga escala, como é o caso do ENEM. Como o próprio nome indica, a matriz serve como referência para a elaboração de itens de testes e provas, indicando assim quais habilidades serão avaliadas. Também é a partir dela que são construídas escalas de proficiência para a análise do desempenho dos alunos.

Uma matriz de referência é composta por tópicos ou temas, cada um deles formado por grupos de descritores e não deve ser confundida com a matriz de ensino. A última tem como função especificar quais componentes curriculares precisam ser desenvolvidos ao longo de cada ano escolar enquanto a primeira apenas apresenta o objeto da avaliação.

É importante destacar que essa ferramenta serve como um parâmetro para relacionar as competências que os alunos devem ter adquirido no ano no qual se encontram, mas não deve substituir o currículo da escola de forma alguma.

Continue a leitura e entenda mais sobre as matrizes de referência na educação.

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Para que serve a matriz de referência

2 → Como usar a matriz de referência para fins pedagógicos

3 → Matriz de referência do Enem

4 → O que são e para que servem os descritores

1 → Para que serve a matriz de referência

A principal função de uma matriz de referência é contribuir com o programa pedagógico. Usar essa ferramenta para avaliar se os alunos estão demonstrando as habilidades esperadas em cada etapa de sua formação permite não só que eles sejam melhor acompanhados, mas também auxilia os educadores a ajustarem e aprimorarem seus métodos de ensino.

A partir dos resultados da avaliação, os professores conseguem compreender melhor as dificuldades dos alunos e redirecionar seus esforços pedagógicos. Através da escala de proficiência os educadores também têm acesso à média da escola, o que dá um panorama mais amplo sobre as habilidades desenvolvidas de forma efetiva pelo conjunto de estudantes.

2 → Como usar a matriz de referência para fins pedagógicos

Avaliações bimestrais, trimestrais e semestrais são rotina em qualquer instituição de ensino. Para medir esse aprendizado, antes os educadores precisam definir planos de aula com as metas e objetivos a serem atingidos em determinado período. Além de usar o seu conhecimento como base, é possível recorrer a ferramentas que tornem essa tarefa mais assertiva, como é o caso da matriz de referência.

A matriz sinaliza se os alunos estão realmente aprendendo. Ainda que sejam normalmente utilizadas em provas de grande escala, elas também podem ser aplicadas em instituições de ensino de qualquer porte. A partir dela, os professores têm um norte sobre o que esperar do aluno e podem redirecionar suas táticas de ensino conforme a resposta da turma (da mesma forma que podem adaptar a matriz ao longo do período, de acordo com a realidade dos alunos e da instituição).

O segmento da educação muda constantemente. Por isso, o estímulo das instituições em relação ao uso de ferramentas como a matriz de referência por parte dos educadores ajuda a implantar reestruturações efetivas, que melhoram a qualidade de ensino e o desempenho individual dos alunos.

Uma boa forma de compreender e desenvolver a matriz é usar como base matrizes usadas em provas relevantes. Veja a seguir como funciona a matriz de referência do ENEM.

3 → Matriz de referência do Enem

O INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) disponibiliza a matriz de referência do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) através desse link. Ele pode servir como base para a construção das matrizes de referências da sua instituição.

Os eixos cognitivos comuns a todas as áreas do conhecimento são o domínio das linguagens, a compreensão de fenômenos, o enfrentamento de situações-problema, a construção da argumentação e a elaboração de propostas. Além deles, a definição dos conteúdos das provas é feita a partir de matrizes de referência em quatro áreas do conhecimento:

  1. Linguagens, códigos e suas tecnologias (que abrange o conteúdo de Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, e Tecnologias da Informação e Comunicação);
  2. Matemática e suas tecnologias;
  3. Ciências da Natureza e suas tecnologias, que abrange os conteúdos de Química, Física e Biologia;
  4. Ciências Humanas e suas tecnologias, que abrange os conteúdos de Geografia, História, Filosofia e Sociologia.

Para cada uma dessas áreas, são definidos tópicos ou temas, que subdividem o conteúdo, seguidas de seus descritores, cuja definição você pode conferir a seguir.

4 → O que são e para que servem os descritores

As matrizes de referência reúnem diversos tópicos/temas que, por sua vez, agrupam conjuntos de habilidades das diversas áreas do conhecimento. Os descritores, como o nome sugere, descrevem essas habilidades esperadas dos alunos, de forma a orientar a elaboração dos testes.

Confira como isso funciona na prática:

Matriz de Referência

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Tópico

Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.

Descritores

– Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos sistemas de comunicação.

– Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver problemas sociais.

– Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social desses sistemas.

– Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação e informação.

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