Métodos de avaliação: qual o mais adequado

Dentre todas as opções utilizadas em sala de aula, será que existe um método ideal para avaliar a aprendizagem dos alunos?

A forma como a maioria das instituições de ensino avalia seus alunos, independentemente se é Educação Básica, Ensino Superior ou outro segmento educacional, sempre é um assunto que rende inúmeras discussões. Será que é possível apontar, dentre provas, testes, participação em aula e trabalhos em grupo, qual opção dá um indicativo claro sobre o desempenho de aprendizagem dos alunos?

Desde o início de 2020, este tem sido um dilema para muitos educadores. Com a pandemia e a imposição das aulas remotas, as formas de avaliação se tornaram um grande desafio para todas as escolas, professores e coordenadores que foram obrigados, neste novo cenário de aulas remotas, se adequarem rapidamente a nova realidade. É uma situação é atípica e, ao que tudo indica, ainda está longe de acabar.

Para promover uma reflexão em torno dos métodos de avaliação mais recorrentes e utilizados pelas instituições de ensino, vamos trazer neste conteúdo algumas bases e soluções para os novos caminhos do sistema educacional brasileiro. Acompanhe:

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1 → Quais são os métodos de avaliação escolar?

2 → Métodos “alternativos” de avaliação

3 → Qual o melhor método para avaliar um aluno?

1 → Quais são os métodos de avaliação escolar?

Dentre os 4 tipos de avaliação escolar que enumeramos nesse post, os métodos mais comuns de serem aplicados nas salas de aula brasileiras são:

1.1. Prova objetiva: o foco desse modelo de avaliação é analisar o desempenho dos estudantes com relação a um ou mais assuntos trabalhados ao longo de um determinado período escolar. É um tipo de prova muito utilizado pelas instituições de ensino a partir das séries finais (do 6° ao 9° Ano) que se adequa a todos os componentes curriculares. No entanto, esse modelo, que se caracteriza por apresentar quatro ou cinco alternativas e somente uma é correta.  tem como ponto negativo a possibilidade do aluno “chutar” as respostas, comprometendo a fidelidade do diagnóstico sobre a aprendizagem de cada aluno, tornando-se incerto as análises para se detectar quais são os reais pontos fortes e fracos dos estudantes, em relação aos assuntos abordados pelos professores em sala de aula.

1.2. Prova dissertativa: ao contrário das objetivas, as provas dissertativas exigem que o aluno discurse sobre o tema que está sendo perguntado pelo professor. Também chamada de questão aberta, esse modelo de prova testa várias habilidades do aluno, já que é exigido que eles estabeleçam relações entre seus conhecimentos e façam análises mais elaboradas e críticas. Ao contrário do modelo múltipla escolha, o professor durante o processo de correção consegue identificar se o aluno teve um raciocínio claro, sucinto e objetivo acerca do tema em questão. Também é um método que permitem ao docente identificar com mais clareza as dificuldades de cada aluno.

1.3. Trabalho em grupo: além de contribuírem para verificar o aprendizado do aluno, os trabalhos em grupo também permitem ao professor observar como o estudante se relaciona com os colegas, como contribui para a elaboração do trabalho e como lida com o compartilhamento de informações. Tão importante quanto os conteúdos, o desenvolvimento das dimensões socioemocionais está entre as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que devem ser contempladas nos componentes curriculares de toda a Educação Básica.  

1.4. Seminários e debates: o objetivo de ambos é estimular o aluno a aprofundar ainda mais os conhecimentos adquiridos em sala de aula, através da pesquisa e sistematização do conteúdo. Os métodos também ajudam no desenvolvimento da oratória, da argumentação e do pensamento crítico, e podem se tornar ainda mais atrativos para os alunos se propostos a partir de temas que façam parte do seu cotidiano.

1.5. Conselho de classe: essa não é uma avaliação propriamente dita, mas sim um momento em que os docentes conseguem se reunir para trocar informações sobre os alunos e diagnosticar problemas em comum tanto de forma individual como da turma como um todo. Isso enriquece a avaliação de cada aluno e vai além da sua classificação como “aprovado” ou “reprovado”. O conselho de classe também permite que os professores avaliem a eficácia dos métodos utilizados e façam ajustes conforme necessário.

A Studos é uma ferramenta que se encaixa nesse processo pois auxilia os professores a avaliarem o aluno de forma completa.

2 → Métodos “alternativos” de avaliação

Além dos recursos já conhecidos por alunos e professores, a introdução de métodos alternativos de avaliação é uma forma verificar o aprendizado dos alunos sob uma nova ótica. Esses métodos ajudam a indicar como o aluno está se desenvolvendo e permitem que o professor tenha uma visão mais ampla sobre o processo de ensino-aprendizagem.

Valorizar a prática ao invés de investir apenas na teoria é uma forma de obter resultados mais completos. Trabalhos de campo, aulas práticas de laboratório e projetos práticos são alguns exemplos que estimulam uma experimentação real dos conceitos aprendidos em sala de aula.

Projetos que estimulam o empreendedorismo e a educação financeira, como o Junior Achievement (programa internacional para educação), também são bem-vindos. Este tipo de iniciativa traz novas perspectivas para os alunos, estimula o seu pensamento crítico e estratégico e contribui para o desenvolvimento socioemocional do aluno.

Conheça o projeto LACIMAR, onde o Professor Wilson destaca a importância de ter aulas interativas e não apenas expositivas.

3 → Qual o melhor método para avaliar um aluno?

Todo professor já se fez essa pergunta em algum momento da sua trajetória. E a resposta é: depende.

Cada aluno e cada turma tem um perfil diferente e habilidades individuais. No modelo tradicional de ensino, no entanto, nem todos os estudantes conseguem ser contemplados. Além disso, as dificuldades de cada um também são diferentes. Por isso, escolher um único método de avaliação ou cair em generalizações só vai dificultar ainda mais o trabalho em sala de aula. 

Os diversos métodos avaliativos têm vantagens e desvantagens, então o ideal é não se utilizar de um só. Quando combinados, eles se complementam e proporcionam uma avaliação muito mais precisa. Falar em melhor método deve ser aquele que levasse em consideração a individualidade de cada um e que fornecesse apoio em cima dessa característica.

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