Os verbos estão entre as palavras mais importantes da língua portuguesa. Eles aparecem o tempo todo quando falamos, escrevemos uma mensagem, contamos uma história, fazemos uma pergunta ou simplesmente explicamos alguma coisa. Palavras como “estudar”, “ser”, “fazer”, “comer”, “trabalhar”, “chover” e “acontecer” são exemplos de verbos.
Apesar de serem utilizados naturalmente desde a infância, entender o que são verbos e como eles funcionam pode parecer complicado quando surgem conceitos como conjugação, tempos verbais, modos, verbos regulares, irregulares, transitivos e intransitivos.

A boa notícia é que tudo fica mais simples quando esses conceitos são apresentados por meio de frases do cotidiano.
De maneira geral, o verbo é a palavra que pode indicar uma ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza ou acontecimento. Além disso, ele pode sofrer diferentes alterações para mostrar quem realiza aquilo que está sendo expresso e em qual momento isso acontece.
Compare:
“Eu estudo português.”
“Eu estudei português.”
“Eu estudarei português.”
O verbo é basicamente o mesmo: estudar. O que mudou foi sua forma para indicar presente, passado e futuro.
Neste artigo você vai entender o que é verbo, conhecer os principais tipos de verbos da língua portuguesa, aprender sobre tempos e modos verbais e descobrir como utilizá-los corretamente nas frases.
O que são verbos?
Verbos são palavras que expressam principalmente ações, estados, mudanças de estado, acontecimentos e fenômenos da natureza. Eles também possuem a capacidade de variar de acordo com características como pessoa, número, tempo e modo.
Veja alguns exemplos:
Maria trabalha todos os dias.
O verbo “trabalha” indica uma ação realizada por Maria.
Pedro está cansado.
Nesse caso, “está” ajuda a indicar o estado em que Pedro se encontra.
Anoiteceu rapidamente.
O verbo “anoiteceu” está relacionado a um fenômeno.
A situação mudou.
Já “mudou” expressa uma mudança de estado ou condição.
Os verbos ocupam uma posição fundamental na construção das orações porque geralmente estão relacionados àquilo que está sendo declarado sobre o sujeito ou a determinada situação.
Observe:
“O cachorro.”
Temos um substantivo acompanhado de artigo, mas a informação parece incompleta.
Agora veja:
“O cachorro dormiu.”
A presença do verbo “dormiu” permite compreender o que aconteceu com o cachorro.
Por esse motivo, estudar os verbos é essencial para compreender a estrutura das frases e escrever melhor em português.
Como identificar um verbo em uma frase?
Uma maneira bastante prática de identificar um verbo é observar se determinada palavra consegue indicar uma ação, estado, acontecimento ou fenômeno e se ela pode ser conjugada.
Veja:
“Lucas correu até a escola.”
Podemos alterar “correu”:
Lucas corre.
Lucas correrá.
Lucas corria.
Lucas correria.
Essas diferentes formas pertencem ao verbo correr.
Outro exemplo:
“Ela está feliz.”
Podemos dizer:
Ela estava feliz.
Ela estará feliz.
Ela estaria feliz.
Nesse caso, “está” pertence ao verbo estar.
Nem todo verbo representa uma ação física.
Esse detalhe é importante porque uma definição simplificada como “verbo é uma palavra que indica ação” não consegue explicar todos os casos existentes.
Veja:
“Eu sou estudante.”
“A criança permaneceu quieta.”
“Hoje choveu muito.”
“Algo aconteceu ontem.”
Os verbos destacados apresentam diferentes sentidos e nem todos representam propriamente uma ação realizada por alguém.
Quais são os principais tipos de verbos?
Existem diferentes maneiras de classificar os verbos na língua portuguesa. A classificação depende das características analisadas.
Entre os tipos mais conhecidos estão:
- verbos regulares;
- verbos irregulares;
- verbos anômalos;
- verbos defectivos;
- verbos abundantes;
- verbos de ligação;
- verbos transitivos;
- verbos intransitivos;
- verbos impessoais;
- verbos auxiliares.
Algumas dessas classificações estão relacionadas à conjugação. Outras observam a função que o verbo exerce dentro da oração.
Vamos entender as principais.
Verbos regulares e irregulares: qual é a diferença?
Uma das classificações mais importantes é aquela que separa os verbos regulares dos verbos irregulares.
Verbos regulares
Os verbos regulares são aqueles que seguem o padrão esperado durante sua conjugação sem apresentar alterações significativas em seu radical.
O radical corresponde à parte que concentra o significado básico da palavra.
Observe o verbo “cantar”:
Eu canto.
Tu cantas.
Ele canta.
Nós cantamos.
Vós cantais.
Eles cantam.
A estrutura principal “cant-” permanece.
Outros exemplos de verbos regulares são:
- estudar;
- trabalhar;
- conversar;
- vender;
- aprender;
- dividir;
- partir.
Veja o verbo estudar em algumas formas:
Eu estudo.
Eu estudei.
Eu estudarei.
Nós estudamos.
Eles estudariam.
Existe um padrão relativamente previsível na formação dessas palavras.
Verbos irregulares
Os verbos irregulares apresentam alterações no radical ou nas terminações quando são conjugados.
Um exemplo muito conhecido é o verbo fazer.
Eu faço.
Tu fazes.
Ele faz.
Nós fazemos.
Eles fazem.
No pretérito perfeito:
Eu fiz.
Tu fizeste.
Ele fez.
Nós fizemos.
Eles fizeram.
Perceba que existem mudanças que não seguem simplesmente o padrão esperado de um verbo regular.
Outros exemplos bastante conhecidos são:
- ser;
- estar;
- ir;
- ter;
- vir;
- poder;
- dizer;
- trazer;
- querer.
O verbo “ir”, por exemplo, possui formas bastante diferentes:
Eu vou.
Eu fui.
Eu ia.
Eu irei.
Eu iria.
Mesmo apresentando estruturas diferentes, todas essas palavras podem representar formas do mesmo verbo.
O que são verbos de ligação?
Os verbos de ligação ajudam a relacionar o sujeito a uma característica, estado ou condição atribuída a ele.
Observe:
“Mariana está feliz.”
Nesse caso, o verbo “está” estabelece uma ligação entre Mariana e a característica “feliz”.
Outro exemplo:
“O dia permaneceu nublado.”
“Permaneceu” relaciona “o dia” ao estado “nublado”.
Entre os verbos que podem funcionar como verbos de ligação estão:
- ser;
- estar;
- permanecer;
- continuar;
- parecer;
- ficar;
- tornar-se.
Porém, é importante prestar atenção ao contexto. O mesmo verbo pode exercer funções diferentes dependendo da frase.
Compare:
“João ficou preocupado.”
Aqui, “ficou” está relacionado ao estado de João.
“João ficou em casa.”
A construção possui outra relação de sentido. Por isso, não é recomendado classificar um verbo apenas olhando para a palavra isoladamente. É necessário analisar toda a oração.
Verbos transitivos e intransitivos
Outra classificação muito importante envolve a relação entre o verbo e seus complementos.
Verbos transitivos
Um verbo transitivo necessita de complemento para que seu sentido seja completado dentro daquele contexto.
Veja:
“Marcos comprou.”
A frase pode gerar imediatamente uma pergunta:
Comprou o quê?
Agora:
“Marcos comprou um carro.”
A informação ficou mais completa.
Os verbos transitivos podem ser classificados principalmente como transitivos diretos, transitivos indiretos ou transitivos diretos e indiretos.
No verbo transitivo direto, o complemento aparece sem uma preposição obrigatória.
Exemplo:
“Ela comprou um livro.”
Comprou o quê?
Um livro.
Já o verbo transitivo indireto exige uma preposição para estabelecer a relação com seu complemento.
Exemplo:
“Ela gosta de música.”
Quem gosta, gosta de alguma coisa ou de alguém.
Também existem verbos que podem exigir dois complementos.
Veja:
“Pedro entregou o documento ao professor.”
Entregou o quê?
O documento.
Entregou a quem?
Ao professor.
Nesse contexto, o verbo apresenta dois complementos com relações diferentes.
Verbos intransitivos
Os verbos intransitivos conseguem apresentar sentido completo sem exigir um complemento verbal.
Exemplo:
“O bebê nasceu.”
A oração consegue transmitir uma informação compreensível sem precisar responder obrigatoriamente “nasceu o quê?” ou “nasceu quem?” como complemento do verbo.
Outro exemplo:
“O homem morreu.”
Também podemos acrescentar outras informações:
“O homem morreu ontem.”
“Ontem” acrescenta uma circunstância de tempo, mas não funciona simplesmente como um complemento exigido pelo verbo para que a informação básica faça sentido.
A transitividade pode variar conforme o significado assumido pelo verbo em determinada construção. Por isso, novamente, analisar a frase completa é fundamental.
O que são verbos auxiliares?
Os verbos auxiliares aparecem junto de outro verbo e ajudam na formação de tempos compostos, locuções verbais, construções de voz verbal e outras estruturas.
Observe:
“Eu tenho estudado bastante.”
Temos dois verbos relacionados:
tenho + estudado
O verbo “ter” atua como auxiliar nessa construção.
Outro exemplo:
“Ela vai viajar amanhã.”
A construção “vai viajar” apresenta dois verbos trabalhando juntos para transmitir a ideia pretendida.
Alguns verbos frequentemente utilizados como auxiliares incluem:
- ter;
- haver;
- ser;
- estar;
- ir.
Veja outros exemplos:
“O trabalho foi entregue ontem.”
“Nós estamos estudando para a prova.”
“Eles haviam saído quando chegamos.”
“Eu vou começar amanhã.”
Quando dois ou mais verbos trabalham juntos formando uma unidade de sentido verbal, podemos encontrar aquilo que tradicionalmente é chamado de locução verbal.
As três conjugações dos verbos
Os verbos da língua portuguesa são tradicionalmente divididos em três conjugações conforme a terminação apresentada no infinitivo.
A estrutura é simples:
1ª conjugação: verbos terminados em -ar
Exemplos:
amar, cantar, estudar, trabalhar, falar, brincar.
2ª conjugação: verbos terminados em -er
Exemplos:
vender, beber, correr, aprender, receber.
3ª conjugação: verbos terminados em -ir
Exemplos:
partir, dividir, abrir, assistir, decidir.
O verbo pôr e seus derivados apresentam particularidades históricas e gramaticais. Tradicionalmente, “pôr” é associado à segunda conjugação devido à origem da forma antiga “poer”.
Entender as conjugações ajuda principalmente no estudo das terminações verbais.
Veja:
Eu canto.
Eu vendo.
Eu parto.
Cada verbo pertence a um modelo de conjugação diferente.
Pessoas e números verbais
Os verbos podem variar de acordo com a pessoa relacionada à ação, estado ou acontecimento expresso.
Na língua portuguesa, tradicionalmente trabalhamos com três pessoas no singular e três no plural.
| Pessoa | Pronome | Exemplo com “estudar” |
| 1ª pessoa do singular | eu | eu estudo |
| 2ª pessoa do singular | tu | tu estudas |
| 3ª pessoa do singular | ele/ela | ele estuda |
| 1ª pessoa do plural | nós | nós estudamos |
| 2ª pessoa do plural | vós | vós estudais |
| 3ª pessoa do plural | eles/elas | eles estudam |
No português brasileiro cotidiano, “você” e “vocês” são extremamente comuns.
Apesar de “você” se referir à pessoa com quem estamos falando, sua concordância verbal é feita tradicionalmente na terceira pessoa:
Você trabalha.
Você estuda.
Você chegou.
Vocês trabalham.
Vocês estudam.
Vocês chegaram.
Esse detalhe ajuda a evitar erros bastante comuns de concordância.
O que são tempos verbais?
Os tempos verbais ajudam a situar acontecimentos no tempo.
De maneira simplificada, podemos pensar inicialmente em três grandes referências:
presente: algo relacionado ao momento atual ou apresentado como habitual;
passado: algo situado anteriormente ao momento da fala;
futuro: algo situado posteriormente.
Veja o verbo “viajar”:
“Eu viajo todos os anos.”
“Eu viajei no ano passado.”
“Eu viajarei no próximo ano.”
Entretanto, a língua portuguesa possui diferentes tempos dentro dessas categorias.
No modo indicativo, por exemplo, encontramos tempos como:
- presente;
- pretérito perfeito;
- pretérito imperfeito;
- pretérito mais-que-perfeito;
- futuro do presente;
- futuro do pretérito.
Compare:
Eu estudava.
Eu estudei.
As duas frases estão relacionadas ao passado, mas não apresentam exatamente o mesmo sentido.
“Eu estudava” pode indicar uma ação habitual ou em desenvolvimento em determinado período passado.
“Eu estudei” normalmente apresenta a ação como realizada ou concluída dentro do contexto.
A escolha do tempo verbal influencia diretamente aquilo que a frase comunica.
Quais são os modos verbais?
Além dos tempos, os verbos também são organizados em modos verbais.
Os três principais são:
Indicativo
O modo indicativo costuma apresentar fatos, acontecimentos ou situações tratadas como reais, certas ou objetivamente consideradas pelo falante.
Exemplos:
“Eu trabalho de manhã.”
“Ela chegou cedo.”
“Nós viajaremos amanhã.”
Subjuntivo
O modo subjuntivo costuma aparecer relacionado a possibilidades, hipóteses, desejos, condições ou situações cuja realização não é apresentada da mesma maneira que um fato certo.
Exemplos:
“Talvez ele chegue cedo.”
“Se eu tivesse dinheiro, viajaria.”
“Espero que você consiga.”
Observe como existe uma ideia de possibilidade, condição ou desejo nessas construções.
Imperativo
O modo imperativo é utilizado principalmente para expressar ordens, pedidos, orientações, conselhos e instruções.
Exemplos:
“Feche a porta.”
“Leia o texto.”
“Tenha cuidado.”
“Venha aqui.”
“Não faça isso.”
O contexto e a entonação podem transformar uma mesma estrutura em pedido educado, conselho ou ordem mais direta.
Formas nominais do verbo
Os verbos também apresentam formas chamadas formas nominais.
São elas:
infinitivo, gerúndio e particípio.
O infinitivo corresponde à forma pela qual normalmente encontramos um verbo no dicionário.
Exemplos:
cantar;
comer;
partir;
estudar;
vender.
O gerúndio costuma terminar em -ndo:
cantando;
comendo;
partindo;
estudando;
correndo.
Ele pode aparecer em construções que indicam uma ação em desenvolvimento:
“Estou estudando.”
“Eles estavam conversando.”
Já o particípio aparece em formas como:
cantado;
estudado;
vendido;
partido;
feito;
escrito.
Exemplos:
“Eu tinha estudado.”
“O documento foi escrito ontem.”
Alguns verbos apresentam particularidades e podem possuir formas de particípio que merecem atenção específica.
Verbos impessoais e o famoso caso do verbo haver
Os verbos impessoais merecem atenção porque costumam causar dúvidas de concordância.
Um dos casos mais conhecidos é o verbo haver quando possui sentido de existir.
Veja:
“Há muitas pessoas na sala.”
Na norma-padrão, quando “haver” possui sentido de existir, ele é impessoal e permanece na terceira pessoa do singular.
Por isso:
“Há um problema.”
“Há vários problemas.”
“Há muitas possibilidades.”
Uma construção como “houveram vários problemas”, quando “haver” significa “existir”, não segue a concordância prevista pela norma-padrão.
Compare com o verbo existir:
“Existe um problema.”
“Existem vários problemas.”
O verbo existir possui sujeito e realiza normalmente a concordância.
Também encontramos construções impessoais relacionadas a fenômenos da natureza:
“Choveu ontem.”
“Nevará amanhã.”
“Anoiteceu cedo.”
Dependendo do uso figurado, entretanto, alguns desses verbos podem aparecer em outras construções.
Como usar os verbos corretamente nas frases?
Utilizar os verbos corretamente exige atenção principalmente à concordância, regência, tempo verbal e sentido da frase.
Um dos primeiros cuidados é verificar se o verbo concorda adequadamente com seu sujeito.
Veja:
“As crianças brincam no parque.”
O sujeito está no plural. Portanto, o verbo também aparece no plural.
Agora:
“A criança brinca no parque.”
O verbo passa para o singular.
Outro cuidado envolve manter coerência entre os tempos verbais.
Veja esta construção:
“Ontem eu fui ao mercado e compro pão.”
Sem um contexto que justifique a mudança temporal, a frase causa estranhamento.
Uma construção mais natural seria:
“Ontem eu fui ao mercado e comprei pão.”
Também é necessário observar a regência de determinados verbos.
Na norma-padrão, alguns verbos exigem preposições específicas dependendo do significado utilizado.
Exemplo:
“Eu gosto de música.”
O verbo gostar, nesse sentido, estabelece relação com a preposição “de”.
Outro exemplo tradicionalmente estudado nas gramáticas é “assistir” no sentido de ver ou presenciar:
“Assistimos ao filme.”
Na fala cotidiana brasileira, construções diferentes são muito frequentes. Em situações formais, provas e textos acadêmicos, entretanto, é importante conhecer as regras estabelecidas pela norma-padrão.
Erros comuns no uso dos verbos
Alguns erros aparecem com bastante frequência na escrita.
Um deles envolve a concordância.
Exemplo inadequado na norma-padrão:
“Os alunos chegou cedo.”
Forma adequada:
“Os alunos chegaram cedo.”
Outro problema frequente envolve o verbo haver com sentido de existir:
“Haviam muitas pessoas.”
Na norma-padrão:
“Havia muitas pessoas.”
Também existem confusões entre formas parecidas.
Um exemplo clássico aparece entre “tem” e “têm”.
“Ele tem dois irmãos.”
“Eles têm dois irmãos.”
Outro caso:
“Ele vem amanhã.”
“Eles vêm amanhã.”
O acento ajuda a diferenciar determinadas formas do singular e do plural.
Também vale prestar atenção a construções como:
“Faz dois anos que moro aqui.”
Quando o verbo fazer indica tempo transcorrido, ele é utilizado de forma impessoal nesse tipo de construção.
Assim, segundo a norma-padrão:
“Faz cinco anos.”
“Faz dez minutos.”
“Fazia meses que não conversávamos.”
Conhecer essas particularidades melhora bastante a qualidade da escrita.
Como aprender verbos sem decorar tudo?
Tentar memorizar enormes tabelas de conjugação pode ser cansativo e nem sempre é a estratégia mais eficiente para quem está começando.
Uma alternativa é estudar os verbos dentro de frases.
Escolha um verbo comum, como “fazer”, e observe seu funcionamento:
Eu faço isso todos os dias.
Eu fiz isso ontem.
Eu fazia isso quando era criança.
Eu farei isso amanhã.
Eu faria isso se pudesse.
Talvez eu faça isso.
Faça isso agora.
Dessa maneira, você consegue perceber como a forma verbal muda junto com o significado.
A leitura também ajuda bastante.
Livros, notícias, textos acadêmicos e outros materiais bem revisados permitem observar os verbos funcionando em situações reais de comunicação.
Quando surgir uma dúvida específica sobre conjugação, regência ou grafia, também é recomendável consultar dicionários e gramáticas reconhecidas. O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), mantido pela Academia Brasileira de Letras, é uma das referências importantes para verificar a grafia das palavras utilizadas no português brasileiro.
Outra estratégia é observar quatro elementos sempre que encontrar um verbo:
- qual é o verbo no infinitivo;
- quem está relacionado à forma verbal;
- em qual tempo ele aparece;
- qual sentido apresenta naquela frase.
Veja:
“Nós viajaremos no próximo mês.”
Infinitivo: viajar.
Pessoa: primeira pessoa do plural.
Tempo: futuro.
Sentido: indica uma viagem situada posteriormente ao momento da fala.
Com a prática, essa identificação se torna muito mais natural.
Os verbos fazem parte de praticamente tudo aquilo que comunicamos. Eles permitem contar o que aconteceu ontem, explicar o que está acontecendo agora, planejar aquilo que acontecerá amanhã e até imaginar situações que talvez nunca aconteçam.
Aprender suas classificações é importante para provas e atividades escolares, mas compreender seu funcionamento dentro das frases é ainda mais útil. Quanto maior for o contato com bons textos e diferentes situações de comunicação, mais natural se torna escolher a forma verbal adequada para transmitir exatamente aquilo que queremos dizer.