9 dicas de como elaborar questões

Mesmo para os docentes com muitos anos de sala de aula, a preparação de provas pode representar um desafio.

A preparação de provas faz parte da rotina de muitos professores. Elas são um meio de avaliar o aprendizado dos alunos na grande maioria das instituições e servem como um termômetro dos conteúdos que precisam ser reforçados.

Por mais simples que pareça, a elaboração de provas pode representar um teste para os próprios professores. Elas devem ser diversificadas e adequadas ao nível da turma e dos padrões da instituição. Além disso, é preciso desenvolver questões que avaliem os alunos ao mesmo tempo em que estimulam o seu pensamento crítico — e não existem fórmulas prontas para isso.

Para otimizar a sua rotina e ajudar você nessa tarefa, separamos 9 dicas simples sobre como elaborar questões. Confira:

MENU DE NAVEGAÇÃO

1 → Você precisa avaliar com uma prova?

2 → Por que é importante ter um consultor na sua escola?

3 → Entenda o nível da turma a ser avaliada

4 → Defina quais modelos de questão usar

5 → Utilize informações trabalhadas durante as atividades

6 → Defina peso para as questões

7 → Defina peso para as questões

8 → Construa um banco de avaliações

9 → Procure não utilizar a mesma avaliação sempre

1 → Você precisa avaliar com uma prova?

Provas não existem apenas para tirar o sono dos alunos. Elas são a forma mais comum de avaliar o seu desempenho e ter um diagnóstico do progresso da turma. Elas não são, no entanto, o único único instrumento de avaliação da qual os professores dispõem.

Por isso, antes de mais nada, reflita se elas são a única escolha levando em conta a realidade da sua instituição e os seus objetivos como educador. Provas por escrito são importantes, já que a simples observação do professor não é suficiente para uma análise aprofundada (ainda mais quando falamos de dezenas de estudantes), mas podem ser realizadas em conjunto com outras atividades que permitam uma avaliação contínua e diversificada.

Um ponto que merece a sua atenção ao elaborar questões para provas é se elas realmente indicam o quanto os alunos estão aprendendo. Do contrário, serão apenas testes que apenas atribuem um conceito aos alunos.

2 → Entenda o objetivo da avaliação (o que você quer avaliar?)

Assim como o item anterior, este é um ponto que acaba sendo esquecido em meio à rotina corrida de sala de aula. Analisar os porquês de uma avaliação, no entanto, é fundamental para que você consiga direcionar suas questões de forma correta.

Seus principais objetivos devem girar em torno de analisar o desempenho individual dos estudantes, entender se a turma está atingindo o nível esperado e ajustar métodos de ensino para aperfeiçoar os resultados. Questione-se também se a avaliação mensura o saber (a partir de conceitos e fatos), o saber + o fazer (que engloba a habilidade de lidar com conceitos e fatos) ou o fazer.

Também é importante estar atento em relação aos critérios de avaliação e aos parâmetros da escola. Ainda que melhorias possam ser propostas em relação ao sistema de ensino, é preciso levar em conta a padronização requerida pela instituição.

3 → Entenda o nível da turma a ser avaliada

Antes de elaborar questões é preciso saber qual é o nível adequado de dificuldade para cada turma. Se as provas forem muito difíceis, os alunos acabam se frustrando com resultados aquém do esperado. Se forem muito fáceis, podem desestimular o estudo, já que não proporcionam o desafio esperado de uma provas.

A idade dos alunos também precisa ser levada em conta. Provas muito longas não são indicadas para crianças até 10 anos, por exemplo, já que sua capacidade de concentração ainda é menor.

Conhecer o nível da turma também vai ajudar na hora de definir o vocabulário utilizado na elaboração das questões. O ideal é que as questões sejam claras e possam ser interpretadas com facilidade (o que não significa um vocabulário pobre, apenas adequado à realidade dos alunos).

4 → Defina quais modelos de questão usar 

Depois que você define os objetivos da sua avaliação e analisa o nível da turma, é hora de definir quais modelos de questão melhor se encaixam com a sua proposta. A matéria e o conteúdo a ser abordado na avaliação podem influenciar diretamente nessa escolha.

Questões discursivas, por exemplo, fazem mais sentido se o objetivo for avaliar os alunos a partir do seu pensamento crítico e capacidade de argumentação. Já questões objetivas, como as de múltipla escolha, costumam ser utilizadas quando o intuito é avaliar conhecimentos de nível conceitual e factual. Isso não quer dizer que esse tipo de questão não possa ser usada para avaliar produção de ideias e análises críticas; as questões de múltipla escolha também podem ser usadas nesse caso, mas a sua elaboração é mais complexa.

5 → Utilize informações trabalhadas durante as atividades

Um erro de muitos professores é elaborar suas questões que em nada se assemelham às atividades desenvolvidas em sala de aula. Surpreender os alunos com uma prova que não tem a ver com o seu dia a dia não acrescenta em nada e pode acabar interferindo negativamente no seu desempenho.

Além de abordar conteúdos com os quais eles já estejam familiarizados, atente-se também à forma como eles são trabalhados. Por exemplo: se você trabalha os assuntos em duplas ou de forma colaborativa entre toda a turma, pense em formas de incluir essa mesma dinâmica na avaliação.

6 → Defina peso para as questões

Você pode definir o quanto cada questão vai representar na nota final do aluno a partir do seu nível de dificuldade. Com base nisso, questões mais difíceis vão representar um peso maior, enquanto questões mais fáceis terão um peso menor. A correção seguirá a chamada Teoria Clássica, com a soma simples do valor de cada questão.

Em provas como o Enem, a média é calculada de uma forma diferente. Ela segue a Teoria de Resposta ao Item no qual, além do peso de cada questão, outros dois elementos influenciam na nota: o número de acertos e a análise da consistência do participante. Isso tudo faz com que o cálculo final seja complexo, mas pode ser um desafio interessante para ser aplicado em algum momento nos alunos do ensino médio, que logo prestarão o exame.

7 → Busque exemplos em outras avaliações

Mesmo que você elabore questões autorais, usar outras avaliações como exemplo vai ajudar você a entender a estrutura a ser seguida. Usar uma matriz de referência também é importante para que você possa direcionar as questões.

Para alunos do final do ensino fundamental e do ensino médio, buscar inspiração nas provas do Enem, por exemplo, é uma boa estratégia. Isso ajuda a familiarizar os estudantes com o tipo de questões que eles encontrarão em processos seletivos.

8 → Construa um banco de avaliações

O banco de avaliações permite que os professores gastem menos tempo no momento da elaboração de questões. Com soluções como a Studos, além de manter todos os conteúdos em um só lugar, também é possível utilizar filtros que facilitam ainda mais o acesso às avaliações desejadas.

Com essa economia de tempo, o professor consegue focar na orientação dos alunos, na busca por novas abordagens em sala de aula ou mesmo na elaboração de atividades que vão de encontro aos seus objetivos educacionais.

Além disso, manter esses conteúdos documentados facilita a gestão do conhecimento da instituição.

9 → Procure não utilizar a mesma avaliação sempre

Reaproveitar questões que abordem conteúdos fundamentais não é um problema, mas procure não utilizar sempre a mesma avaliação. Mesmo que cada avaliação seja utilizada uma vez por turma, sempre há o risco de ela não ser inédita para alguns alunos, o que pode interferir no resultado da avaliação.

Outro ponto de atenção está relacionado às mudanças constantes na educação como um todo, tanto em relação ao sistema quanto no que diz respeito à maneira como os alunos aprendem. E, por fim, uma mesma avaliação usada por muito tempo torna-se desatualizada e pode não condizer com a realidade dos estudantes.

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