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Mackerley Bleixuvehl – 3 anos de persistência e luta até o sucesso.

Aluna Mackerley Bleixuvehl conta sua rotina de estudos e como se sentiu durante esses três anos de pré-vestibular.

“Cada coisa ao seu tempo tem seu tempo. Não florescem no inverno os arvoredos, nem pela primavera têm branco frio os campos…”.  Fernando Pessoa foi sábio ao falar da espera, mas difícil é compreender suas palavras quando tudo o que lhe resta é: a espera! Somada à ansiedade e à falta de paciência – eternas companheiras –posso dizer que a espera, por três anos, para ver meu nome na lista não foi tão simples, mas se preciso fosse, faria tudo outra vez.

Durante esses três anos mudei algumas vezes de “tática”.  No primeiro ano, após ter feito um “terceirão” sem muitas expectativas quanto ao vestibular, acreditava que o melhor que eu tinha a fazer era ir embora para uma cidade maior, para um cursinho renomado. Então, sem pensar duas vezes, peguei minhas coisas e me mudei para Curitiba. Um pouco devido às novidades e outro pouco devido a minha imaturidade, essa não foi uma boa escolha. Acabei voltando para casa e para o cursinho antigo após seis meses. Estudava da maneira errada, tentando recuperar o “tempo perdido”, sem deixar espaço para qualquer outra atividade. O resultado foi longe do esperado. Optei por continuar tentando.

No segundo ano resolvi testar algo diferente. Larguei o cursinho convencional e me dediquei a matérias isoladas. Fiz cursinho de matemática, biologia, química, física, redação, história… e tudo o mais que aparecesse! Após quebrar a cabeça tentando encaixar todos os horários, fiz da Biblioteca Pública a minha nova casa. Quando não estava correndo de um lado para outro, estava procurando um cantinho para sentar e estudar, enquanto a próxima aula não começava.  Com uma grande parcela de disciplina, o resultado daquele ano foi surpreendente: aprovada em Engenharia de Petróleo na Udesc, Medicina na Acafe  e ficando a quatro pontos para Medicina na UFSC! Mais uma vez, abaixei a cabeça e comecei a estudar.

“Em time que está ganhando não se mexe”. Para o terceiro ano, resolvi continuar com as matérias isoladas, mas adicionei tempo para praticar algum exercício, sair com amigos (tudo moderado, é claro!). Por acreditar que estava perdendo a disciplina, resolvi voltar para o cursinho convencional no segundo semestre. Levantar cedo e passar o dia estudando já não era mais tão fácil. Era o cansaço batendo. Acreditava no meu potencial, mas o medo de “quebrar a cara” – outra vez – tornava-se maior. Mas, como dizem, um bom médico começa a se formar antes mesmo de se matricular na universidade, por meio da dedicação e da humildade para buscar todos os sonhos. O jeito era seguir.

Foi então que, pela primeira vez na vida, saí da prova com a sensação de dever cumprido! E como naquele ano já havia passado outras duas vezes para Medicina na Acafe e para a segunda fase da UFPR, a esperança era cada vez maior. Mas, mais uma vez, o resultado não veio do jeito que eu queria (ao menos não no tempo em que eu queria). Fiquei em 113º lugar para medicina na UFSC e não fui aprovada na segunda fase da UFPR.

Constantemente precisamos fazer escolhas, em algumas nos damos bem, outras servem para nos fazer evoluir. Naquela hora em que a única vontade era desistir, meu sonho me fez abaixar a cabeça e voltar a estudar. Foi então que, no dia 10 de Abril de 2013, após meses de agonia, o meu nome apareceu na 7ª chamada do vestibular da UFSC. “Cada coisa a seu tempo tem seu tempo…”!

 

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